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Quadribol

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O Quadribol, sem dúvida alguma, é o esporte bruxo mais praticado e amado em todo o mundo. Nele, há sete jogadores montados em vassouras em cada time: um goleiro, um apanhador, dois batedores e três artilheiros.

Os artilheiros jogam a goles, uma bola vermelha, mais ou menos do tamanho de uma bola de futabol, ou sei lá o nome… Eles tentam acerta-la em um dos três aros que existem no campo. A cada vez que acertarem, seu time recebe dez pontos.

Mas não é tão fácil assim acertar os aros, pois um outro jogador, o goleiro, tenta impedir que a goles entre pelos aros… Ele fica voando em volta deles.

Os batedores jogam os balaços, que são duas bolas pretas, um pouco menores do que a goles. Os balaços ficam voando feito loucos pelo campo, tentando acertar e machucar os jogadores… Os batedores usam bastões para tira-las do caminho dos jogadores do seu time e joga-las nos do time adversário.

O apanhador é o jogador que tem mais trabalho, pois ele tenta capturar o pomo-de-ouro, uma bola de ouro polido com asinhas de prata do tamanho aproximado de uma noz. O pomo fica voando pelo campo e fica praticamente invisível pela sua velocidade. O jogo só acaba quando um dos apanhadores captura o pomo. Seu time recebe cento e cinqüenta pontos, o que praticamente lhe garante a vitória.

Entendeu como funciona o Quadribol? Então agora eu vou falar da origem dele.

Tudo surgiu no brejo de Queerditch, no século XI. Nessa época, eles já usavam uma bola de couro (a goles atual também é feita de couro), e tentavam acerta-la nos troncos em cada lado do brejo (no caso, campo). Os balaços da época eram pedras pesadas enfeitiçadas. Muito provavelmente o balaço surgiu do jogo “Rachacrânio”, um jogo escocês antigo.

Um século mais tarde, o jogo do brejo de Queerditch já havia progredido um pouco: os gols já não eram troncos, eram barris no alto de estacas… Mas até o momento, não surgira a principal bola do jogo: o pomo de ouro. É sobre ele que eu vou falar agora.

O pomo surgiu em meados do século XIII, inventado por Bowman Wright. Como a caça ao pomorim dourado (o passarinho que era usado como o atual pomo) foi decretada proibida, pois o número de pomorins estava caindo cada vez mais (matava-se ele para ganhar o jogo, e todos os jogadores o procuravam), as pessoas começaram a procurar um substituto loucamente, mas Wrigth resolveu criar uma bola que imitasse o comportamente e os padrões de vôo do pomorim. Foi aí que o quadribol virou quadribol mesmo.

No século XIV, o jogo começou a mudar um pouco. Abaixo segue um trecho  do livro “Quadribol através dos séculos” onde fala sobre as mudanças no campo.

“(…) O campo era um ovóide de cento e cinqüenta e dois metros de comprimento por cinqüenta e cinco de largura, com uma pequena área circular de aproximadamente sessenta centímetros de diâmetro ao centro. O juiz (ou quijuiz, como era conhecido então, fosse homem ou mulher) levava as quatro bolas até o círculo central rodeado pelos quatorze jogadores. No instante em que as bolas eram liberadas (a goles era atirada pelo juiz), os jogadores levantavam vôo a toda velocidade. Os gols ainda eram marcados em enormes cestas presas no alto de postes.”

Em 1620, Quíntio Umfaville escreveu um livro intitulado O nobre esporte dos bruxos, no qual havia um diagrama do campo do século XVII. Nele vemos o acréscimo do que hoje conhecemos como “pequena área” em cada extremidade do campo.

Por volta de 1883 as cestas deixaram de ser usadas para a marcação de gols e foram substituídas pelas balizas que hoje usamos.

As bolas do jogo também mudaram bastante. A goles sempre foi feita de couro, mas, dentre as quatro, é a única que não era enfeitiçada no começo. Era feita de retalhos de couro, muitas vezes com uma alça ou ainda com furos para os dedos, pois devia ser agarrada e atirada com apenas uma mão. Em 1815, porém, foram descobertos os Feitiços Prendedores, que tornaram as alças e os furos inúteis, pois o artilheiro podia manter a mão presa na bola sem qualquer outro auxílio.

A goles moderna tem trinta centímetros e meio de diâmetros e foi pintada de vermelho pela primeira vez em 1711 (em um inverno) após uma partida em que a chuva pesada a tornou indistinguível do chão lamacento todas as vezes que caía. Os artilheiros ficavam irritadíssimos por ter que mergulhar até o chão cada vez que a bola caia. E para acabar com esse problema, Margarida Penninfold enfeitiçou a bola de modo que, quando caísse, descesse lentamente, o que permitia aos artilheiros agarra-la antes de chegar ao chão.

Os balaços (graças a Merlin!) também sofreram drásticas mudanças. No início, eram pedras voadoras e no século XIV tornaram a forma arredondada. Só que podiam ser quebrados, e, se isso acontecesse, os jogadores passavam a ser perseguidos pelos fragmentos da pedra pelo resto da partida. Talvez por isso alguns times resolveram experimentar balaços de metal no início do século XVI. Atualmente eles são feitos de ferro e têm vinte e cinco centímetros de diâmetro.

Ok, você já sabe o básico, mas ainda faltam algumas coisinhas. A começar pelas regras. Vamos às básicas, que foram estabelecidas pelo Departamento de Jogos e Esportes Mágicos em 1750, quando o mesmo foi criado:

1. Não há uma limitação quanto à altitude que um jogador possa alcançar, mas não é permitido ultrapassar os limites do campo, caso contrário, seu time deverá entregar a goles ao time adversário.

2. O capitão do time pode pedir tempo, que é o único momento do jogo em que os jogadores podem colocar os pés no chão. Caso uma partida já tenha mais de doze horas, esse tempo pode chegar até 2 horas. Caso o time não volte ao campo, será desclassificado.

3. O juiz pode aplicar penalidades. Um dos artilheiros, quando for cobra-las deve voar do círculo central até a pequena área. Os demais jogadores (inclusive os do outro time), exceto o goleiro adversário, ficam bem afastados enquanto a falta é cobrada.

4. A goles pode ser roubada sim das mãos do jogador, mas, jamais, um jogador pode tocar em outro.

5. Ao contrário do que muitos pensam, quando um jogador é contundido, não há substituição. Seu time continua jogando sem ele.

6. Pode-se levar varinhas para o campo, mas elas não podem ser usadas contra os jogadores do time adversário, as vassouras, o juiz, as bolas ou os espectadores.

7. A partida só termina quando o pomo de ouro é capturado ou quando os capitães dos dois times concordam com o seu fim.

Faltas. Por mais que se diga que não, elas são constantes durante uma partida de quadribol. Inclusive há um registro do Departamento de Jogos e Esportes Mágicos onde são listadas setecentas faltas (é, isso mesmo!), sendo que todas ocorreram na final da primeira Copa Mundial em 1473. O curioso é que elas nunca foram divulgadas, para não “dar idéia” às pessoas. Abaixo seguem as dez faltas mais comuns em um jogo.

Acotovelar :: Essa falta é marcada quando qualquer jogador dá excessivas cotoveladas nos adversários.

Bloquear :: Marcada quando o goleiro coloca algum objeto ou feitiço nos aros para empurrar a goles para fora (a função do goleiro é bloquear o aro pela frente e não por trás).

Catimbar :: Ela é marcada quando os batedores rebatem o balaço para as arquibancadas para obrigar as autoridades a parar o jogo para proteger o público. Geralmente é usada para impedir um artilheiro do time adversário de marcar o gol.

Conduzir :: Essa falta é marcada quando os artilheiros mantêm a mão na goles enquanto ela atravessa o aro. A goles deve ser lançada.

Fazer escada :: Falta cometida quando dois ou mais artilheiros penetram na pequena área. Só um pode por vez.

Furar a goles :: marcada quando um artilheiro fura a bola para que ela caia mais rápido ou em ziguezague.

Guidonar :: ela é marcada quando os jogadores engatam os cabos das vassouras no intuito de desviar o adversário.

Mutretar :: falta marcada quando um jogador segura a calda da vassoura de um adversário para retarda-la ou atrapalha-lo.

Roubar o pomo :: marcada quando qualquer jogador (exceto o apanhador) capture o pomo de ouro.

Trombar :: essa falta é marcada quando um jogador voa em direção a outro com a intenção de colidir…