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Primeiro Conto: O Bruxo e o Caldeirão Saltitante

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o conto

O primeiro conto nos apresenta a um bondoso bruxo, que utilizava seus poderes para ajudar seus vizinhos e viajantes que batiam à sua porta em busca de soluções para seus problemas. Ele escondia sua magia, e dizia a todos que as poções, os amuletos e antídotos que produzia em seu caldeirão, chamado aqui pelo bruxo de panelinha da sorte, simplesmente saíam de dentro dele.

Depois de uma longa vida, o generoso bruxo falece e deixa todos os seus pertences como herança para seu único filho, um rapaz amargo e egoísta, que desacredita em pessoas que não são capazes de praticar magia. Ele então encontra dentro do caldeirão velho do pai um embrulho com um bilhete de seu pai e uma pantufa pequena e desacompanhada de um par. O bilhete dizia que o pai esperava que o filho jamais precisasse utilizar a pantufa. Sem entender muito bem o que o pai quis dizer com isso, o rapaz desconsiderou o bilhete e passou a utilizar o caldeirão como lixeira.

Nesse mesmo dia, uma velha camponesa bateu à porta buscando ajuda para curar a neta, que sofria com uma infestação de verrugas. O filho bruxo expulsou a camponesa, dizendo que não estava nem um pouco preocupado com as verrugas da criança. Imediatamente, um pé de latão brotou do caldeirão, que começou a pular, produzindo um estampido incrivelmente aborrecedor. Ao chegar perto do caldeirão, o bruxo percebeu que ele também havia desenvolvido uma grande quantidade de verrugas. Nenhuma magia foi suficiente para conter o caldeirão, que continuou pulando e seguindo o bruxo pela casa. Esses barulhos também impediram que o bruxo conseguisse dormir durante a noite

Na manhã seguinte, o bruxo estava prestes a começar a tomar seu café da manhã, quando ouviu batidas à porta. Era um velho, pedindo que o bruxo o ajudasse a encontrar seu jumento, a única fonte de renda de sua família. Mais uma vez, o filho do bruxo expulsou o pobre senhor. Após o ocorrido, o caldeirão começou a zurrar como um jumento e a gemer de fome, fazendo alusão à fome que a família do velho passaria se não encontrasse o animal.

Nessa mesma noite, mais um chamado de socorro: uma jovem desesperada veio em busca da cura para a grave doença de seu filho, e, mais uma vez, o filho do bom bruxo bate a porta na cara da jovem. Nesse momento, o caldeirão começa a se encher de água salgada, e a chorar copiosamente, como a mãe da criança fizera ao buscar a ajuda do bruxo.

Pelo resto daquela semana, nenhuma pessoa buscou ajuda na casa do bruxo, e o caldeirão continuou pulando, chorando e gemendo, impedindo que o filho do bruxo conseguisse comer ou dormir. Nesse período, o caldeirão começou ainda a apresentar novos sintomas, como ânsias de vômito e choro de bebê.

Cansado daquela situação, o filho resolveu acabar com aquilo de uma vez. Saiu pela cidade anunciando que resolveria todos os problemas de todos. Por fim, o caldeirão arrotou a pantufa. O filho então a calçou no caldeirão, e desse dia em diante, passou a atender todos os pedidos de ajuda que recebia.