Potter Heaven

PERFIL + ARQUIVO

Três Vassouras

A Potter Heaven inaugura, neste ano novo, o Três Vassouras. É um projeto que estava na gaveta já há algum tempo e finalmente ganhou força.

Convidamos e selecionamos pessoas com interesse em cultura geral – cinema, literatura, música, televisão – para abrir uma nova área no site. Harry Potter continua sendo o nosso foco, mas agora você vai poder conferir resenhas e indicações de outras áreas de interesse aqui mesmo na Potter Heaven.

Todo dia teremos alguma coisa por lá, então entre, reserve uma mesa e pegue o menu. O Três Vassouras tem tudo sobre tudo.

Música, Tom Felton

Tom Felton desmente boatos sobre carreira musical após Harry Potter

postado por Marcos W. / MW    em quinta-feira, 21.07.11    às 16:09

Há pouco tempo, o site The Sun divulgou que o ator Tom Felton, intérprete de Draco Malfoy em todos os oito filmes da série “Harry Potter”, assinou um contrato com uma gravadora. Segundo o site, Felton iria seguir a carreira de músico logo após o término de Harry Potter. Com isso, todos os fãs do ator ficaram assustados com uma decisão tão repentina do ator.

Poucos dias atrás, Tom Felton veio divulgar “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” no Brasil, desmentindo todos os boatos feitos pelo “The Sun”. Confira:

“Não há nenhuma verdade nessas histórias”, revelou o ator. “Faço músicas sim, mas no violão. Nunca pensei em ser rapper”, explicou ele, que afirmou que não pretende seguir carreira no ramo musical.

“Já fiz algumas músicas, e às vezes coloco-as no YouTube. Mas é mero hobby, faço por diversão, para relaxar. Não pretendo ter isso como um trabalho nunca. Pretendo seguir carreira atuando e só”, disse ele acabando com todos os boatos.

Clique aqui para ver a cobertura completa da Potter Heaven na Première de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”.

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Harry Potter e as Relíquias da Morte, TV

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1: Na Estrada no SKY On Demand

postado por Chibi    em sexta-feira, 8.04.11    às 15:42

A rede de TV a satélite SKY está disponibilizando Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1: Na Estrada no sistema de venda de filmes Sky On Demand mas de graça! O DVD extra foi disponibilizado para quem comprou o filme na pré-venda e que chegará por volta do dia 15 na casa de todos que compraram. Então se não for possível que você assista ao extra pela tevê com um aparelho SKY HDTV, quando o DVD for lançado você pode comprá-lo. Provavelmente a empresa também lançará o filme no mesmo sistema de venda de filmes, e além dessa ótima notícia os canais HBO adquiriram o direito de exibir a Parte 1 e esperamos que logo seja exibido.

Nesse especial vemos várias cenas apresentadas no filme, efeitos especiais, entrevistas inéditas e mais. Os diretores e atores comentam sobre várias cenas, onde foram filmadas, como foram feitas e suas preocupações ao filmá-las. Os extras mostram ideias para os cenários, narrativas do filme e também curiosidades.

É um dos extras mais emocionantes que narra o filme desde o inicio até o fim. Além de tudo no canal principal da empresa podemos ver um grande destaque do filme exibindo em toda a parte lateral esquerda uma grande imagem do filme e a frase logo acima: “Quer ir ao Mundo da Magia de antes de todos? Pressione MENU / SKY On Demand”, e clicando OK nessa imagem você será redirecionado para canal que exibe prévias de filmes em HD, por cerca de 5 minutos podemos assistir ao inicio do filme, desde o Ministro da Magia dando seu discurso até a reunião de Lord Voldemort.

O extra provavelmente não ficará muito tempo em cartaz. E além de tudo alguns filmes da série serão transmitidos nos seguintes canais:

TNT:  HP5 hoje às 22:00; no dia 17/04 às 14:30;

HBO:  HP6 no dia 13/04 às 9:45,

MAX HD: HP6 no dia 17/04 às 19:20

Cartoon Network: HP1 no dia 18/04 às 21:05 e HP3 no dia 19/04 igualmente às 21:05.

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Cinema, Petiscos Quase Quentes, Três Vassouras

O Mágico de Oz – 70 Anos de Magia

postado por Administração    em quarta-feira, 2.03.11    às 16:00

Título Original: The Wizard of Oz
País/Ano: USA, 1939
Duração: 101min
Gênero: Clássico, Infantil.
Roteiro: Noel Langley e Florence Ryerson.  L.Frank Baum (livro em que o filme foi baseado)
Direção: Victor Fleming
Elenco: Judy Garland, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr, Frank Morgan, Margaret Hamilton, Mary Burke.

No ano de 1900, L. Frank Baum publicava o primeiro de uma série de catorze livros: The Wonderful Wizard of Oz, que contava com uma tiragem inicial de apenas 2.000 exemplares, número de vendas esperado para o primeiro ano disponível nas lojas. Entretanto, o livro fez um sucesso incrível. Aclamado pela crítica, já passava dos 25.000 exemplares vendidos em dois meses. E não era um número nada pequeno naquela época.

Desde o lançamento do livro, O Mágico de Oz já foi adaptado para as telonas mais de 30 vezes, sem contar nas adaptações para o teatro. Em 1902, Baum, que também era ator, já havia criado uma peça teatral baseada no livro. Quatro anos depois o primeiro filme The Fairylogue and Radio-Plays estreava. Pode-se perceber, com isso, que O Mágico de Oz fez um sucesso estrondoso na época. O autor, Frank Baum, morreu em 1919 sem dar um desfecho para a história, o que ocasionou várias outras continuações escritas por outros autores ao longo da história. Em 1939, trinta e sete anos depois da primeira adaptação cinematográfica e vinte depois da morte do autor, o mais conhecido filme sobre a história de Dorothy chegava aos cinemas: The Wizard of Oz, vencedor de dois prêmios da Academia – melhor canção original e melhor trilha sonora.

The Wizard of Oz conta a história de Dorothy Gale (interpretada por Judy Garland), uma garota que vive no Kansas e acaba sendo levada para a Terra de Oz acidentalmente por um ciclone. Sua casa cai em cima da Bruxa Má do Leste, e logo ela ganha a antipatia da irmã da bruxa morta, a Bruxa Má do Oeste. Dorothy sai em busca do Mágico de Oz, na Cidade de Esmeraldas, o único que segundo Glinda (Billie Burke) pode ajudá-la. Pode parecer um enredo infantil, e para este público foi direcionado o livro.  Mas se analisado simbolicamente, a história conta com uma crítica a sociedade da época (assim como fez Jonathan Swift com o seu brilhante As Viagens de Gulliver) e ao Partido Republicano dos Estados Unidos. É claro que o autor nunca disse nada sobre o assunto, e as especulações somente começaram a surgir depois da sua morte, então nada foi provado.

No mesmo ano em que dirigiu The Wizard of Oz , Victor Fleming dirigiu o extremamente longo Gone With the Wind e ganhou dez prêmios do Oscar com ele. Dois filmes históricos, cinematograficamente falando, no mesmo ano, e treze prêmios da Academia, somando os que os dois longas ganharam. Victor Fleming passava longe de ser um diretor principiante.  Fleming tinha uma habilidade e um senso para direção incrível. Também dirigiu incrivelmente Captains Corageous e Around The World in 80 days. Na obra em questão, o diretor deu atenção à detalhes que fizeram toda a diferença. Os sapatos de Dorothy, por exemplo. Eram prateados, de acordo com Baum. Fleming tornou-os vermelhos para acentuar a percepção do uso de Technicolor e a magia do filme, o que funcionou perfeitamente bem. O uso dos efeitos especiais também estava muito bom, para um filme de setenta anos atrás. A cena em que o ciclone surge no Kansas é digna de congratulações. É claro que não é nada muito realista, como o fundo dos cenários – o filme foi todo gravado em estúdios, portanto eles são pintados. Ou aquele “campo de força” dos sapatos de rubi, que surge quando a Bruxa tenta tocá-los. Entretanto ainda é melhor do que os efeitos de muitos filmes produzidos ultimamente (claro, eu me refiro à produções que vão apenas para a televisão, por exemplo. Ou alguns filmes nacionais).

É realmente complicado criticar um clássico de cinema. Quero dizer, há realmente o que criticar? Eles são maravilhosos, por isso são clássicos. Quantos milhares de filmes já foram gravados e apenas alguns ficam na história – ficam na memória da humanidade por décadas. Ao lado de muitos outros, O Mágico de Oz com certeza é um deles.  Em forma de homenagem e comemoração ao seu septuagésimo aniversário, a Warner Home Video disponibilizou para a compra uma Edição Comemorativa contendo materiais inéditos e vários extras distribuídos em quatro DVDs ,ou no caso dos Blu-Rays, dois (também fora disponibilizado a Edição de E o Vento Levou, que, como citado aqui, foi gravado pelo mesmo diretor no mesmo ano).

A Edição Comemorativa vem em embalagem DigiBook e acompanha um livro com 52 páginas de informações extras sobre os atores, produção do filme ou apenas fotos. A qualidade do produto é realmente ótima – se você é colecionador ainda não tem a sua cópia, vá direto até a loja mais próxima. A Edição Comemorativa é limitada, e já foi lançada há alguns meses. Aposto que você não vai querer perdê-la. A seguir uma lista com todas as mais de 16 horas de extras do produto:

O Maravilhoso Livro, o Mágico de Oz. – espécie de documentário falando sobre como L.F.Baum escreveu  livro.
Mais Lindo do Que Nunca: A Restauração de Oz –  sobre como o filme foi restaurado, usando técnicas modernas.
Acho que ainda não fomos apresentados… – sobre cada ator do filme em si, falando sobre seus filmes e carreira.
Escolha um Música – bom, o título fala por si só, você pode escolher alguma música do filme e ouví-la.
O Maravilhoso Mágico de Oz: Making Of de um clássico de cinema – sobre a produção do filme
O Homem por trás da Cortina: L.Frank Baum – documentário sobre a vida do autor.
Hollywood celebra suas Pequenas Grandes Estrelas – entrevistas com os atores ainda vivos que interpretaram os Munchkins no filme, que ganharam estrelas na Calçada da Fama na época.

Cenas Excluídas e Eliminadas, Os Vídeos Caseiros de Harold Arlen, A Arte da Imaginação, It’s a Twister, It’s a Twister! Testes para o Furacão, Victor Fleming, o Mestre da Criação também estão entre os extras. Há, além deles, filmes mudos lançados antes de The Wizard of Oz, como O Maravilhoso Mágico de Oz de 1910, Sua Majestade, o Espantalho(1914), A Garota dos Retalhos de Oz (1914) e filmes modernos como The Dreamer of Oz (1990), que em uma produção encantadora conta a vida de L.Frank Baum e como escreveu sua mais bem-sucedida obra.

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Cinema, Drinks Fumegantes, Três Vassouras

Amor e Outras Drogas

postado por kadichari    em segunda-feira, 28.02.11    às 21:00

Título Original: Love And Other Drugs
Direção: Edward Zwick
Roteiro: Charles Randalph, Edward Zwick, Marshall Herskovitz, Jamie Reidy
Elenco: Jake Gylenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Josh Gad, Hank Azaria, Judy Greer
País de Origem: Estados Unidos
Duração: 112 minutos

Todo tipo de sinopse desse filme vai te dizer que ele acompanha a história de Jamie Randall, um homem carismático, persuasivo e mulherengo, em sua incursão pelo mundo das vendas farmacêuticas, trabalhando como representante da gigante do ramo Pfizer. Sua função é conseguir com que os médicos locais prescrevam Zoloft ao invés de Prozac, e, mesmo trazendo mimos para as recepcionistas e retirando as amostras do concorrente de todas as prateleiras que consegue alcançar, parece impossível que ele cumpra sua cota mensal e consiga entrar nas “big leagues”, em Chicago. Isso até que a Pfizer crie uma nova droga, revolucionária: o Viagra.

Quem quer que tenha visto o filme vai te dizer que ele acompanha a história de Maggie Murdoch, 26 anos e já no primeiro estágio da Síndrome de Parkinson, uma garota que teve seus ideais moldados às limitações de sua condição e que se impossibilita de viver algo além do exato instante que está vivendo. Ela encontra Jamie no consultório de um dos médicos que ele tenta conquistar e inevitavelmente atrai o rapaz; inicialmente para uma relação puramente sexual e ao longo do filme, para algo muito maior que isso.

Não é que a atuação de Jake Gyllenhall seja insatisfatória, mas seu personagem é relativamente raso até que o elemento Maggie Murdoch entre em cena. Há uma cena específica que o define com exatidão: quando ele está na cama com a instrutora do programa de treinamento dos representantes, pensativo, e ela pergunta em que ele está pensando. “Dinheiro”, ele responde. Ele vem de uma família de médicos, seu irmão já é milionário por ser responsável pela criação de um software para clínicas e hospitais e tudo o que ele fez na vida foi desistir da faculdade de medicina. A partir daí, vai de emprego em emprego – particularmente aqueles que exigem poder de persuasão e simpatia, como corretor de imóveis ou vendedor de… qualquer coisa – e vive sua vida para ganhar dinheiro e ter mais mulheres diferentes em sua cama.

E então entra Anne Hathaway, numa atuação incrivelmente sensível, maravilhosa em absolutamente todas as cenas, roubando absolutamente todas as cenas, protagonizando o filme muito mais que o Gyllenhall poderia sonhar em fazer. Faz muito sentido que o Amor venha primeiro no título; o plano de fundo da indústria farmacêutica e o surgimento do Viagra surgem no filme apenas como elementos que conduziram o personagem ao momento em que ele conheceria Maggie e teria sua vida completamente modificada. Os momentos mais inspirados de Jake como Jamie são exatamente aqueles em que ele se dá conta de como a vida de Maggie é uma constante luta, e quando ele decide que quer fazer parte dessa luta.

Oliver Platt (O Homem Bicentenário, 2012) traz uma personalidade interessante para o chefe de Randall, Bruce, e sua dedicação sem limites à companhia que nunca lhe dá valor é o mais perto que o filme chega de realmente discutir a problemática das grandes empresas farmacêuticas (já que a apresentação da Pfizer é arrebatação e fogos de artifício); e Josh Gad (Quebrando a Banca) dá vida ao peculiar irmão mais novo de Jamie com uma característica vulgaridade que acaba gerando simpatia.

Baseado no livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman, o roteiro é simples, se desenrola com fluidez e encontra atores de qualidade em praticamente todas as pontas para torná-lo um bom roteiro (mesmo que Hathaway praticamente domine a projeção), apesar de permitir apenas uma vaga percepção da passagem de tempo no enredo. O filme tem planos cuidadosos e uma fotografia agradável, principalmente em retratos mais frágeis da personagem de Anne, e conta com uma trilha sonora deliciosa, que se encaixa muito confortavelmente em todas as cenas.

Em suma, é um bom filme, que poderia ser absolutamente superficial, mas mostra um toque muito humano em quase todos os momentos, que produz bons sentimentos e traz boas lições – muito como seus protagonistas.

Cinema, Emma Watson, Filmes, J. K. Rowling, Outros, Rupert Grint

Onióculos: Harry Potter @ BAFTAs 2011

postado por Bruno Longbottom    em terça-feira, 15.02.11    às 17:30

No último domingo (13), a série Harry Potter foi homenageada pela British Academy of Film and Television Arts, ou apenas BAFTA, por sua contribuição à indústria do cinema britânico. Estiveram presentes na premiação, para receber a estatueta, a autora J.K. Rowling, os atores Rupert Grint e Emma Watson, além dos produtores David Heyman e David Barron. Todos os diretores da série, com exceção de Chris Columbus, também estiveram presentes. E nós não poderíamos deixar passar essa ocasião sem uma edição que fosse do nosso Onióculos.

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Cinema, Petiscos Quase Quentes, Três Vassouras

Julie & Julia – de comédia não tem nada.

postado por Administração    em sexta-feira, 2.07.10    às 23:06

Título Original: Julie & Julia
País/Ano: USA, 2009
Duração: 123min
Gênero: Comédia
Roteiro/Direção: Nora Ephron (adaptação e direção), Julie Powell (Julie & Julia), Julia Child e Alex Prud’Homme (My Life in France)
Elenco:
Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond, Jane Lynch.

Comédias nunca me agradaram. Talvez porque das existentes, ou elas trazem um humor baixo que se torna irritante ou um humor coerente que dificilmente é o suficiente para nos fazer rir. Ou talvez seja algum problema comigo, já me peguei várias vezes em silêncio com todo o resto da sala de cinema rindo. Mas, de qualquer jeito, a comédia de Julie & Julia chega longe de ser engraçada.

Realmente, eu me pergunto o porque do filme ter sido classificado no gênero comédia. As únicas risadas que conseguiram me arrancar foram quando Julie tenta rechear um frango e ele se espatifa no chão, e algumas outras que nem por roteiro foram, mas sim pelas expressões de Meryl Streep no papel de Julia.

Na verdade, é Julia que se torna realmente interessante durante o filme. A história gira em torno de duas personagens, Julie Powell e Julia Child. Child, que inicia um curso culinário renomado e um livro de receitas e Powell, cinqüenta anos depois, que estabelece uma meta para si mesma: fazer todas as receitas contidas no livro da Julia, Mastering The Art of French Cooking, em um ano. Enquanto Julie se mostra uma personagem insossa, que só não chega a um extremo porque te entretém com receitas e dificuldades para fazê-las e alguns contratempos ou novidades de sua vida, é Julia que rouba a cena. Agraciada com uma maravilhosa atuação de Meryl Streep, é claro, a história da personagem é muito mais interessante do que a da outra. Os problemas com a criação do livro, conflitos entre as três escritoras, o progresso no curso e até mesmo a atriz contribuem para que Julia Child seja melhor que Julie Powell.

Não que o problema seja Amy Adams, que interpreta Julie. Pelo contrário, Adams vem se mostrando uma grande atriz e desde o início de sua carreira cinematográfica, em 1999, já recebeu duas indicações ao Oscar. Apenas teve o infortúnio de ficar com uma personagem não muito satisfatória. Além dessas duas grandes atrizes, o filme conta com a presença de Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso, O Diabo Veste Prada) no papel do marido de Child, Paul, e da não tão famosa, mas ótima Jane Lynch (Outro Conto da Nova Cinderela), como a irmã de Julia, Dorothy.

Mas o filme não é ruim em todos os pontos. Na trilha sonora, por exemplo, consegue ir espetacularmente bem. Contando com músicas como A Bushel and a Peck (Doris Day), Le Festin (Camille – também presente em Ratatouille) e Time Aftes Time (Margaret Whiting) encerrando, consegue conquistar só pelas músicas, que se adaptam tão bem ao filme quando Meryl Streep. O restante da trilha sonora foi composta por Alexandre Desplat, que também foi contratado para fazer a da Relíquias da Morte – Parte 1. Se ele repetir a dose em Harry Potter, não teremos motivo para decepção.

Além da trilha sonora, o filme também agradou em outros quesitos. A diretora, que não é muito experiente, também escreveu o roteiro, e conseguiu ir tão bem quanto fora em A Feiticeira em 2005. Adaptou dois livros diferentes – Julie & Julia e My Life in France – perfeitamente em uma obra só, e mesmo sem ter lido ambos posso dizer que Ephron fez um ótimo trabalho, tendo o filme ficado diferente dos livros ou não.

Lembrando de uma coisa: se você estiver pagando alguma promessa de ficar meses sem doces, estiver no meio de uma dieta rigorosa ou com uma fome enorme e sem nada na geladeira, não veja o filme. A quantidade de comida entre as cenas é tão grande que te dará água na boca e uma vontade insaciável de comer boeuf bourguignon. Julie & Julie é baseado em duas histórias reais, uma da mulher que ensinou a América a cozinhar e a outra de uma mulher frustrada na vida que tenta seguir seus passos. Se quiser dar uma olhada no blog original escrito por Julie Powell em 2004, confira aqui, em inglês. Só mais uma coisa a dizer: Bon Appetit!

Cinema, Sobremesas Geladas, Três Vassouras

Poção do Amor No. 9

postado por Administração    em quarta-feira, 30.06.10    às 15:30

Título Original: Love Potion N°9
País/Ano:
EUA, 1992
Duração:
95 minutos
Gênero:
Comédia, Romance
Direção & Roteiro:
Dale Launer
Elenco:
Tate Donovan, Sandra Bullock, Mary Mara, Dale Midkiff, Anne Bancroft.

Filmes de comédia romântica costumam ter enredos extremamente parecidos e repetitivos – o casal protagonista se conhece, se apaixona, tem uma briga feia, se separa, e então, com a história quase acabando, um deles vem correndo até o outro, uma música emocionante toca, a câmera pára com os dois abraçados e pronto, felizes para sempre. Em Poção do Amor n°9 nos é apresentado algo totalmente diferente disso.

Para começar, o roteiro é inspirado na famosa canção do grupo da década de sessenta, The Clovers, Love Potion Number Nine. A música já ganhou mais de vinte regravações desde sua primeira performance, sendo a mais recente do grupo  Giuliano Palma & The Bluebeaters. Além do filme, a canção tem várias referências, como no jogo The Sims, onde há uma “Poção do Amor 8,5” e em Shrek 2, no qual a poção da Fada Madrinha recebida pelo rei de Tão Tão Distante tem um IX gravado na garrafa.

O filme tem um início exatamente como o da música. Paul Matthews (interpretado por Tate Donovan) é um bioquímico que não sai com uma garota há anos. Ele, junto de alguns amigos, acabam visitando uma cigana vidente, Madame Ruth. Madame Ruth, que recebeu uma maravilhosa atuação de Anne Bancroft, lê a palma da mão de Paul e, é claro, percebe a falta de garotas em sua vida. Quando sugere que Paul compre um pouco de Poção do Amor, ele diz não acreditar em coisas do tipo. A cigana, então, lhe dá algumas gotas da poção em um papel, para que teste-as. Quando Paul descobre os poderes da poção, Diane Farrow, uma amiga e colega de trabalho de Paul, pesquisa junto dele as propriedades do líquido. A partir daí já se pode para ter uma idéia do restante do filme.

Além da presença de Bancroft, mais duas atuações femininas impressionaram. Mary Mara, que interpreta Marisa, uma prostituta que rouba um frasco do da poção do banheiro de Paul, se torna o centro das atenções no quesito comédia. A cena em que ela é perseguida por centenas de homens por ter tomado muita poção arranca bons risos. Ainda mais quando a personagem descobre que pode usar os homens sob o efeito da poção como marionetes e mandá-los fazer o que quiser. Não menos importante é Sandra Bullock, ainda no início de sua carreira cinematográfica, que praticamente troca de personagem, de uma Diane atrapalhada à uma Diane elegante e requintada. Quem diria que a jovem atriz daquele filme ganharia um Oscar, futuramente. Eu, que não posso me declarar um fã de Bullock, e nunca gostara muito de seus filmes, passei a ter uma opinião totalmente diferente e melhor sobre ela depois deste filme.

Poção do Amor n°9 peca em termos de trilha sonora, em grande parte tem canções fracas e pouco marcantes, mas a presença de canções como a própria Love Potion n9, I Need a Man (Eurithmycs), Y.M.C.A (The Village People) são inesquecíveis. Músicas de fundo são extremamente importantes em um filme para aumentar as sensações sugeridas pelas cenas, e a falta de composições dedicadas exclusivamente ao filme comprometeu um pouco.

De acordo com o Box Office Mojo, o filme, que estreou em 1992 tem uma bilheteria de vergonhosos 750 mil dólares. É claro que o filme, estranhamente, ficou em cartaz por apenas uma semana em quase trezentos cinemas. Se os dados do site forem verdadeiros, não entendo porque a Fox, distribuidora do filme, não criou uma campanha que cobrisse mais países e o manteve mais tempo em cartaz. Talvez não chegasse a ser um sucesso de bilheteria muito grande, mas com certeza conseguiria muito mais que setecentos mil dólares.

Sandra Bullock,  The Clovers, Anne Bancroft, comédia romântica. Não poderia haver uma combinação melhor. Poção do Amor n°9 é, na minha opinião, o melhor filme de comédia romântica, talvez atrás apenas de E Se Fosse Verdade… (com Reese Witherspoon, recomendo para quem gosta do tipo de filme). E, para encerrar, eu não resistiria, é claro:

I didn’t know if it was day or night
I started kissin’ everything in sight
But when I kissed a cop down on Thirty-Fourth and Vine
He broke my little bottle of Love Potion Number Nine

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Cinema, Drinks Fumegantes, Três Vassouras

Kick-Ass: Quebrando Tudo

postado por Administração    em domingo, 27.06.10    às 11:38

Título original: Kick-Ass
País e ano de produção: EUA e Inglaterra, 2010
Duração: 117 min
Gênero: Ação / Super-Herói
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn, Mark Millar (HQ), John Romita Jr. (HQ)
Elenco: Aaron Johnson, Christopher Mintz-Plasse, Chloe Moretz, Mark Strong, Nicolas Cage

Não leio muitos quadrinhos, mas li os de Kick-Ass por causa da divulgação do filme (mas antes dele ser lançado). Quando iniciei a leitura, só faltava ser publicada a oitava (e última) edição. A espera foi torturante, pois tinha adorado as outras edições. Confesso que tinha receio de que o filme não fosse tão bom, mas ele chegou a ser melhor que a HQ!

A história de Kick-Ass: Quebrando Tudo é centrada no adolescente Dave Lizewski (Aaron Johnson), um fã de quadrinhos, que decide se transformar em um super-herói real, mas em nada de “super”, o tal Kick-Ass do título. Logo ele esbarra com um misterioso vigilante chamado Big Daddy (Nicolas Cage) e sua filha Hit Girl (Chloe Moretz), que estão trabalhando juntos para se vingar de Frank D’Amico (Mark Strong), um barão das drogas.

Com o desenrolar da trama, Dave conhece outro super-herói, Red Mist (Christopher Mintz-Plasse). Mas ele é na verdade o filho de D’Amico, Chris, que tenta armar uma emboscada sobre os outros heróis para que seu pai possa acabar com eles, que estão arruinando seu negócio.

O elenco do filme está perfeito. Aaron Johnson consegue segurar o filme como o protagonista, rendendo ótimas cenas, e com um ótimo sotaque americano (ele é inglês). Mas os maiores destaques são Christopher Mintz-Plasse como Chris D’Amico/Red Mist e Chloe Moretz como Mindy Macready/Hit-Girl, que estão praticamente geniais em seus papeis. Nicolas Cage (com sua referência genial a Adam West) e Mark Strong (com seu terceiro vilão do ano!) também estão ótimos em seus papeis, como era de se esperar.

O diretor Matthew Vaughn, que já foi convidado para dirigir X-Men: O Confronto Final mas largou o projeto, mostra que sabe dirigir um filme de super-heróis, usando vários elementos de outros filmes dos heróis (leia mais depois), e colocando sempre a ação e o humor na medida e no momento exato. (Talvez por isso, foi recentemente chamado para dirigir o novo X-Men: First Class.)

O filme consegue transmitir as cenas de ação melhor do que os quadrinhos, mostrando que a mídia em que Kick-Ass se encaixa melhor é o cinema! O filme ainda consegue colocar um final bem melhor no filme do que o original da HQ, deixando-o mais atraente e até melhor. O filme também consegue mostrar perfeitamente a admiração da população com os heróis, como eles são importantes e por que eles existem, graças ao ótimo roteiro de Jane Goldman e do próprio Matthew Vaughn, baseado na obra de Mark Millar e John Romita Jr.

Os figurinos dos filmes estão perfeitos. Os trajes dos super-heróis estão um pouco diferentes do quadrinho, e chegam a serem melhores, mais pops que os originais. A trilha sonora também está muito boa: músicas divertidas quando a Hit-Girl literalmente “entra em ação”, música de aleluia em um momento muito inusitado, e a música de quando somos apresentados ao Dave é realmente empolgante, alem de todas as outras.

Como já mencionei antes, o filme traz muitas referências a outros filmes de super-heróis: o protagonista tentando saltar de um prédio pro outro (Homem-Aranha), o vilão filmar o que faz e liberar pra todos verem (Batman: O Cavaleiro Das Trevas), a trilha de um só som tenso que vai crescendo em um certo momento de sequestro (referência ao mesmo Batman já citado), e tantas outras.

O filme é muito bom, tanto como filme de super-herói como um filme em si. Já é um dos meus favoritos, e pra mim é o melhor segundo melhor filme do ano (só atrás de Toy Story 3), e pode ainda acabar estando no meu TOP5 desse ano. Recomendado!

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Cinema, Drinks Fumegantes, Três Vassouras

Como Treinar o Seu Dragão

postado por Administração    em sábado, 3.04.10    às 22:53

Título original: How to Train Your Dragon
País e ano de produção: EUA, 2010
Duração: 98 min
Gênero: Animação / Aventura / Fantasia
Direção: Dean DeBlois, Chris Sanders
Roteiro: Dean DeBlois
Elenco: Jay Baruchel, Gerard Butler, America Ferrera, Craig Ferguson

Animações costumam ter o poder de atrair uma enorme quantidade de público aos cinemas devido ao apelo infantil que costumam ter. Estúdios como Pixar, Dreamworks, entre outros, todo ano fazem o melhor que podem para lançar o melhor filme de animação do ano. Eu, pessoalmente, sou um fanático pela Pixar, e idolatro eles com o fundo do meu coração. Seus filmes fizeram parte da minha infância e marcaram a minha vida, sem exceções. Depois que passei a observar mais o mundo do cinema e conhecer técnicas e tudo o mais, passei a expandir mais meus horizontes, procurando outras animações além das da Pixar. Vou confessar que, até essa semana, a Dreamworks ainda estava num conceito muito abaixo do da Pixar na minha opinião. Apesar de fazer um enorme sucesso com filmes como Shrek, Kung Fu Panda e Monstros Vs. Alienígenas, a Dreamworks sempre representou pra mim filmes de comédia quase pastelão no mundo da animação, enquanto os filmes da Pixar possuiam um humor mais direcionado, sem piadas idiotas e com histórias que nos traziam uma mensagem no final e não só risadas. Pois bem, mudei minha forma de pensar sobre a Dreamworks depois de assistir Como Treinar o Seu Dragão.

O filme, adaptado do livro de mesmo nome, conta a história de Soluço, filho de um Viking que mora em uma aldeia constantemente atacada por dragões. O sonho do protagonista é se tornar um grande matador de dragões, porém suas ações levam todos a crer que ele não leva jeito para a “profissão”. Durante um ataque, Soluço consegue derrubar e capturar um Fúria da Noite, o dragão mais perigoso e misterioso de todos. Como é comum com as crianças, ninguém acredita em sua história quando ele a conta. Ao encontrar o dragão abatido, Soluço descobre que não consegue matar dragões e solta a criatura, que depois se torna amigo dele, recebendo o nome de Banguela.  Nesse meio tempo, seu pai o obriga a entrar no “curso” de treinamento para se tornar um matador de dragões. É aí que começa uma vida dupla, enquanto tenta sobreviver ao curso, Soluço desenvolve uma forte amizade com Banguela às escondidas que traz a ele uma forma diferente de ver o modo de viver dos dragões.

Como comentei, a Dreamworks sempre fez filmes em que os heróis e personagens principais sempre eram uma espécie de bobão atrapalhado que, para fazer rir, sempre caia, se batia em alguma coisa, ou causava algum desastre, fazendo todo mundo rir, como foi o caso do Panda Po, e o Burro de Shrek. Diferente da Pixar, que cria personagens profundos, com uma história forte e altamente apaixonantes como Wall-e, Nemo e Carl Fredericksen. Não estou desmerecendo a Dreamworks pelos trabalhos anteriores, só acho o estilo dos filmes inferior, ao se fazer uma comparação direta com a Pixar. Porém, em Como Treinar o Seu Dragão, não há esse humor, paradoxalmente, sem graça. As cenas engraçadas, realmente são engraçadas, e os personagens têm uma carga emocional muito forte. Aliás, a trama em si é densa. A amizade de Soluço com seu amigo dragão é delicadamente desenvolvida, fazendo a platéia se apaixonar pelo bicho e querer um igual para levar para casa. O mesmo acontece com a relação entre Soluço e seu pai, que possui um forte tom dramático e me fez encher os olhos de lágrimas no fim. Sem contar que o fator realidade está fortemente presente na história. (Half – Spoiler) A morte sempre é uma opção em cenas de ação e ferimentos graves são comuns, como realmente acontece com um certo alguém no clímax.

Apesar de tudo, todos os filmes da Dreamworks sempre tiveram um visual incrível, com cenas lindas de se assistir, como foi o caso de Kung Fu Panda. O mesmo acontece com esse filme. Cada dragão possui um estilo e forma diferente, o que os torna muito mais interessantes, pois passam a ter uma personalidade própria. As cenas de voo entre Banguela e Soluço são de tirar o fôlego e também incrivelmente bonitas. E todos os cenários são cuidadosamente trabalhados, dos mínimos detalhes à arquitetura da aldeia. Tudo isso é ainda melhor ao se assistir ao filme em 3D. Durante as cenas de voo, constantemente assistimos a cena do ponto de vista do dragão, o que nos faz entrar na tela e até sentir um certo frio na barriga. A profundidade é muito bem aproveitada e a Dreamworks finalmente acerta como usar o 3D de forma inteligente e interessante.

Como Treinar o Seu Dragão me surpreendeu, e muito. Faço questão em dizer que já é o meu favorito para o Oscar de melhor animação de 2010. Claro que a Pixar lança Toy Story 3 no meio do ano, o que pode mudar minha cabeça. Não sei qual vai se sair melhor, mas Como Treinar o Seu Dragão chegou para deixar sua marca nas nossas mentes, mostrando que a Dreamworks pode estar tendendo, em seus próximos lançamentos, para um caminho mais profundo no mundo da animação, onde os filmes deixam de ser apenas um produto de venda e diversão, mas também uma obra de arte que deve, e merece ser apreciada muitas e muitas vezes. Que eles se sintam à vontade, pois a fórmula eles já descobriram, só falta explorá-la da melhor forma.

Obs: Os apaixonados por Banguela, como eu, já estão tentando botar a tag #EuQueroUmDragao nos Trending Topics do Twitter. Quem quiser ajudar, fique a vontade! \o/

Cinema, Drinks Fumegantes, Três Vassouras

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

postado por Administração    em domingo, 7.03.10    às 14:11

Título Original: Percy Jackson and the Lightning Thief
País de Origem/Ano de Lançamento: EUA,2010
Duração: 119 min
Gênero: Aventura / Fantasia
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Craig Titley, Rick Riordan (livro)
Elenco: Logan Lerman, Sean Bean, Kevin McKidd, Steve Coogan, Catherine Keener, Pierce Brosnan, Uma Thurman, Rosario Dawson, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario

É difícil escrever sobre uma adaptação de um best-seller para os cinemas. As opiniões sempre ficam divididas entre os que gostaram ou não. Normalmente os grandes estúdios ficam felizes quando pelo menos metade dos espectadores ficam satisfeitos com o filme. O problema é quando a maioria deles é formada por fãs do determinado livro e que saem dos cinemas revoltados com o que viram nas horas anteriores. Acreditem, essa cena tem se repetido por todos os cinemas que passo, e deve estar se repetindo pelo mundo todo também, com os fãs da série sobre mitologia grega Percy Jackson e os Olimpianos. Continuar lendo…

Destaque, Filmes, TV

Harry Potter no Carnaval 2010!

postado por Pedro Henrique    em domingo, 14.02.10    às 22:25

Provavelmente, muitos devem estar se perguntando sobre o título desta notícia. Pois bem. Esse ano, a escola de samba Salgueiro vai contar com uma participação muito especial.

A alegoria do carro do Salgueiro vai representar o xadrez bruxo neste carnaval. Além disso, o Salgueiro vai contar com outros personagens da literatura, a saber, a Emília do Sítio do Picapau Amarelo, Sherlock Holmes, Pinóquio, entre outros.

Para quem quiser conferir, o desfile vai ao ar entre 1h20 e 2h28, no canal de TV Aberta Rede Globo.

Cinema, Petiscos Quase Quentes, Três Vassouras

Dúvida

postado por kadichari    em segunda-feira, 8.02.10    às 1:40

Título Original: Doubt
Ano de Lançamento: 2009
Direção: John Patrick Shanley
Roteiro: John Patrick Shanley
Elenco: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams
Duração: 104 minutos
País de Origem: EUA

Existem alguns atores e atrizes em quem eu confio cegamente, como Kate Winslet, Sean Penn, Glória Pires (vide a crítica de Lula, O Filho do Brasil), e alguns outros. Tais indivíduos tem o poder de me fazer esgueirar por qualquer cinema, sala de estar, bingo, quarto ou chão que me permitam presenciar sua atuação. Em absolutamente qualquer trabalho, essas pessoas conseguem cativar (de novo, vide a crítica de Lula).

E aí, no topo de todos esses (junto com Fernanda Montenegro, mas isso é outra história), está Meryl Streep. Mesmo no muito mais ou menos Julie e Julia, ou no péssimo Mamma Mia!, Meryl rouba a cena em absolutamente todos os momentos em que aparece. Em números, é indicada ao Oscar, muito merecidamente, por aproximadamente 37% dos seus trabalhos e esse ano conseguiu ganhar de si mesma no Globo de Ouro: foi indicada duas vezes na mesma categoria.

Então, eu comecei a ver Dúvida sabendo que, mesmo que não gostasse do filme, a oportunidade de ver Meryl atuando, por si só, pagaria o “tempo perdido” – e, devo dizer, que delícia que é quando esse pensamento se transformou no “Uau!” que eu carreguei quando o filme acabou. Não é um só filme bom: é um filme espetacularmente trabalhado, em cada um dos atores e seus personagens, em cada uma das muitas de suas nuances.

O filme se passa numa escola católica da qual a freira interpretada por Streep é a diretora. Inicialmente, três imagens são construídas: a da Irmã Alouysius Beauvier, diretora, extremamente rígida e tradicional, que defende o respeito incondicional que os estudantes tem de ter pelas professoras-freiras (mesmo que, como a própria personagem ressalta, esse respeito seja fundado no medo); o Padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman, também ótimo), um dos padres da cúpula da escola, à qual responde a Irmã Beauvier, em nome do grupo de freiras, um homem bondoso, que prefere criar amizades com seus alunos à aterrorizá-los, que defende que a escola deveria adequar-se a ideais mais liberais; e a Irmã James, apenas uma discípula da diretora, muito calma, boa, idealista, que fica dividida entre os ideais da Irmã e do Padre.

E aí o filme traz uma cidade de 1964, onde escolas católicas rígidas ainda eram muitíssimo respeitadas, mas exatamente a época, bem traduzida pelo conflito dos dois personagens principais, em que a sociedade começava a questionar o tradicionalismo, e põe em cheque a credibilidade de tudo aquilo.

Quando o roteiro se estabelece, aparece o perturbador da paz, o aluno negro Donald Miller. Veja bem, no contexto da época, um aluno negro (o primeiro da escola), era um grande atrevimento da diretora. Brancos não gostavam de negros, e ponto. Existia a previsão de que ele não se adaptaria. Não faria amigos. Se envolveria em brigas, seria um saco de pancadas. Então há a instrução para que irmã James, professora do menino, mantenha um olho nele.

Sabe-se que o Padre Flynn protege o menino de seus colegas, e um dia, ele o chama à sua sala durante a aula e o menino volta com hálito alcoólico. No dia seguinte, a professora vê o padre colocar uma camisa dentro do armário de Donald, discretamente.

Não existem provas. Não existem testemunhas. A Irmã Alouysius Beauvier, porém, tem certeza de que o menino está sendo abusado. E ela não tem receio de enfrentá-lo.

Questionando não só valores religiosos e morais, mas também coisas como a impunidade com que a cúpula católica cobre seus padres criminosos, mulheres que resolvem afirmar-se como seres pensantes, questões raciais e, enfim, muitas dessas questões que ainda enfrentamos hoje, o filme provoca de toda maneira possível. A conversa da diretora com a mãe do aluno provavelmente abusado ilustra isso – e é uma das melhores cenas do filme. E se o menino gostar do homem? E se for a única opção dele? E se ele for o único que é bom para o menino?

E você olha para aquela mãe, e não há como discutir com aquilo. Não é mais válido achar que o padre, se tiver feito o que se supõe que fez, está errado, do que achar que a mãe dele está certa, e que todo o império de certeza da irmã não faz muito sentido além de machucar e desorganizar o mundo daquelas pessoas.

Mas fica difícil descartar o fato de que o menino é só um menino, mesmo negro e pobre numa sociedade em que nenhuma das duas classes é minimamente respeitada; mesmo em 1964, o menino é só um menino. E se a irmã, mulher e freira, numa sociedade em que não se permite que nenhuma das duas classes levante uma palavra contra o homem superior, pode peitar essa autoridade e buscar justiça, por que a situação do menino não pode ser diferente?

E se o padre realmente for só amigo do garoto?

Não dá pra aceitar essa dúvida. Principalmente porque fazemos – o filme provoca isso – uma analogia com o presente, os nossos dias. E, nossa, não muda muita coisa: a igreja protege praticamente todos os padres pedófilos, estupradores, criminosos mesmo; as freiras servem apenas para dar bons exemplos, não tem voz; os negros não são mais bem respeitados e muita gente prefere não denunciar abusos quando ele vem acompanhado de algum ‘bem’.

Bem, a única coisa de que não tenho dúvida é de que esse filme é maravilhoso, cheio de grandes atuações e grandes sacadas, e que vale muito a pena.

Literatura, Sobremesas Geladas, Três Vassouras

O Pistoleiro

postado por Administração    em terça-feira, 2.02.10    às 22:54

Subtítulo: A Torre Negra
Autor: Stephen King
Tradutor: Mario Molina
Ano: 2004 (mais recente versão atualizada pelo autor)
Editora: Objetiva
Nº. de páginas: 224

“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.” Esta é a frase que abre a obra-prima do escritor norte-americano Stephen King. O Pistoleiro é o primeiro dos sete livros da tão aclamada série A Torre Negra. Este foi o segundo livro do escritor que li (para constar, o primeiro foi O Iluminado) e, pela segunda vez, não gostei do trabalho do autor. Até achei que havia algo de errado comigo. Gosto de histórias de terror. Ele é o mestre do terror. Pensei que seria o encaixe perfeito. Não foi, entretanto.

O volume um da supracitada série narra o início da busca do pistoleiro Roland Deschain pela Torre Negra, lugar que rege o tempo e o espaço e onde se encontra a salvação para o mundo do pistoleiro, que está em decadência. Roland crê que um homem (o homem de preto, como ele o chama) possui informações que possam auxiliá-lo em sua busca até a almejada Torre. A maior parte da trama se desenrola no deserto deste mundo que está irreconhecível e vazio. Na sua implacável jornada, ele se depara com amigos, inimigos e situações inesperadas e desesperadoras. A Torre Negra se torna o sentido de sua vida. Sua obsessão.

Ao escolher este livro na biblioteca confiei mais na reputação do autor do que nos elementos que compunham a trama. Confesso que aventuras ancoradas em desertos com atiradores não me atraem. Contudo, permitindo-me uma observação fria e não-tendenciosa, notei que havia ali vários ingredientes para uma leitura, se não agradável, interessante. Stephen King nos aborda com uma introdução onde explica mais sobre a série. Confesso que fiquei bastante interessado pelo fato de ter levado quase 50 anos para a conclusão da saga. A introdução instigou-me a ler o livro. Trouxe-o para casa.

Durante grande parte da narrativa, o autor nos apresenta uma escrita presunçosa, filosófica e monótona. Perder-se na história não leva menos do que um parágrafo e não é fácil interessar-se pelos personagens. Eles são tão misteriosos e maçantes quanto o mundo em que vivem. Sendo o primeiro livro de uma série, notei que esta é uma obra que King fez, inconscientemente ou não, para si mesmo no auge de seus 19 anos. À época, ele estava impregnado de O Senhor dos Anéis, obra que foi a base e inspiração para a criação de sua própria aventura. Presumo que, conseguintemente, ele tenha voltado o foco da história mais para os leitores e menos para si, o que definitivamente é algo positivo.

Há raras partes em que alguma ação de fato ocorre. Roland cai em armadilhas deixadas ao longo do caminho pelo homem de preto. É quando ele tem que ser rápido e não vacilar no manejo das pistolas. Fica-se claro que ele é um exímio pistoleiro, um dos melhores e um dos últimos que restam no extenso e vazio mundo paralelo. Há indícios de intersecção entre nosso mundo e o de Roland, o que pode ser um fator para fazer a trama se mover e se tornar interessante. Todavia, isso não passa de especulação de minha parte. Não interessei-me a ir em busca dos próximos livros, que ficam mais e mais grossos à medida que a série vai de encontro ao seu fim. Levando isso em consideração, atenho-me a criticar o pouco que sei dos livros como um todo.

E, como é de praxe, antes que eu entregue mais desse intrincado livro ou percorra parágrafos com teorias e críticas desnecessárias (e certamente negativas), finalizo a resenha de um dos livros que mais desgostei até o presente momento. Quase que contraditoriamente, recomendo que leiam o livro e tirem suas próprias conclusões, não se deixem influenciar pelo resenhista que vos escreve.

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Música, Petiscos Quase Quentes, Três Vassouras

R.E.M Live at The Olympia in Dublin

postado por Administração    em terça-feira, 2.02.10    às 2:25

Gravadora: Warner Bros
Gênero: Rock Alternativo
Lançamento: 27 de Outubro de 2009
Produtor: Jacknife Lee

R.E.M, não estou me referindo ao estágio do sono, ainda que o nome da banda seja referência a isso . Em 1980 Michael Stipe, Peter Buck, Mike Mills e Bill Berry davam forma a banda que seria um dos maiores sucessos da década de 80. Como a maioria das bandas eles começaram tocando em bares, restaurantes e festas. Porém foi em 1982 que o R.E.M começou a ter uma boa aceitação com o EP “Chronic Town” e apenas um ano depois o primeiro álbum deles, “Murmur”, foi eleito Álbum do Ano. Essa história pode não lhe ser familiar, mas a música “Losing My Religion” de alguma forma você já ouviu falar.  Além de ser parte do álbum de maior sucesso da banda, ainda faturou dois Grammy Awards.

Apesar de ser uma banda de grandes hits o seu último lançamento não trás seus sucessos.  “R.E.M Live at the Olympia in Dublin” é o CD duplo que acompanha o DVD “This is Not a Show “ (não disponível no Brasil). O CD contém ensaios gravados durante cinco noites em Dublin diante de grandes platéias. Porém o diferencial não é o fato de ser uma gravação de ensaios, mas que a grande maioria das músicas apresentadas são aquelas não tão famosas da banda sem contar as que ainda estavam sendo desenvolvidas pro próximo álbum, “Accelerate”, que na época ainda não havia sido lançado.

Ao mesmo tempo em que o diferencial do CD é o fato de se ter versões ao vivo de músicas não tão freqüentes nos shows, isso acaba se tornando um fator negativo.  Você passa o tempo todo esperando por aquele grande momento onde a banda apresenta seus grandes sucessos e o público vibra cantando junto, mas esse momento não chega. Eu curti o álbum por que já gostava do R.E.M não importando que tipo de músicas eles estão tocando, mas pra quem não é fã se decepciona um pouco.

Quando eu ganhei o CD fiquei super animada, afinal é o R.E.M não teria como eu não gostar, de fato eu gostei mas faltou o algo a mais que nós geralmente procuramos. Quando você chega ao fim do álbum você se pergunta cadê “Shinny Happy People”, “Man On The Moon”, ”Imitation Of Life” e principalmente “Losing My Religion”? Aquelas que são o abre alas deles.

Entretanto é inegável o quanto difícil é para uma banda lançar um álbum de não inéditas e ainda por cima composto em grande parte pelas músicas mais excluídas, digamos assim, da sua longa carreira e conseguir mostrar quem eles são. Não é pra qualquer um e sem dúvida o R.E.M tem potencial pra isso.

Por mais que eu adore o R.E.M e me empolgue com todos os trabalhos deles eu tenho que dizer que se você não conhece a banda direito o “Live at the Olympia in Dublin” não é uma boa pedida. O CD deixa a desejar e não mostra o que eles têm de melhor. Porem se você quer conhecer eles de verdade nada como ouvir “Out Of Time” e “Automatic For The People”.

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The Killers – Live From The Royal Albert Hall

postado por Administração    em terça-feira, 2.02.10    às 0:42

O primeiro registro em DVD e Blu-Ray de uma apresentação ao vivo da banda norte americana The Killers chegou às lojas brasileiras no início do mês de dezembro, acompanhado por um CD, também ao vivo.

A banda, criada em 2003 em Las Vegas, ficou conhecida mundialmente em 2004, quando o sucesso Somebody Told Me foi uma das músicas mais executadas naquele ano.

O show, gravado nos dias 5 e 6 de julho de 2009, na lendária casa de shows londrina Royal Albert Hall, apresenta um repertório semelhante ao que a banda tocou no show feito em sua última passagem pelo Brasil, em novembro de 2009.

A apresentação conta com 26 músicas dos três álbuns da banda, e contou com seus maiores sucesso: Mr. Brightside, Smile Like You Mean It, Bones e Spaceman.

Talvez o grande diferencial desse show seja a proximidade entre banda e público, fazendo desse um show mais . O palco é pequeno, assim como a casa de show escolhida para gravação. Em alguns momentos da performance, o enérgico vocalista Brandon Flowers chega a cantar em meio aos fãs, tamanha proximidade do público com os artistas.

O DVD traz como extra um pequeno e intimista documentário, com depoimentos de fãs, da equipe da banda e dos próprios integrantes acerca da gravação desse show. Cinco apresentações da banda em festivais musicais e um pequeno vídeo mostrando a visão que os fãs têm do show também estão presentes como bônus.

Abaixo, o vídeo da música Human, que inicia o show:

http://www.youtube.com/watch?v=ZW5in7A-dmM&feature=related

Pra quem é fã ou pra quem deseja conhecer melhor o trabalho do The Killers, o DVD é um prato cheio, com uma performance arrebatadora da banda.

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Harry Potter – Ultimate Editions

postado por Administração    em segunda-feira, 1.02.10    às 11:44

Na minha opinião, para os fãs da série, esse foi o lançamento do ano. Quem entende do assunto, sabe que a experiência em ver um filme em Blu-ray é altamente satisfatória. A qualidade de som e de imagem são estupendos, fazendo os filmes se tornarem ainda mais prazerosos de serem vistos. Não seria diferente com os filmes de Harry Potter. Claro que todos os filmes já existem em Blu-ray a mais tempo, porém, faltava um lançamento a altura da série. Foi aí que surgiram as Ultimate Editions. Elas nada mais são do que os filmes em duas versões: Original e estendida com, as já conhecidas, cenas deletadas. Além do filme, tembém temos um enorme documentário que será dividido em oito partes, sendo que cada parte virá em uma edição das Ultimate Editions.

Bom, não tenho o que comentar dos filmes. A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta não são os filmes preferidos da maioria dos fãs, que dizem serem filmes lentos e infantis demais. Tudo bem, A Pedra Filosofal realmente tem um alto tom de filme infantil, porém A Câmara Secreta é, na minha opinião, uma das melhores adaptações da série. O clima criado para o filme ficou muito bom! Adoro o mistério, o suspense que paira Hogwarts. Apesar de não ser o meu livro favorito, acho esse filme uma adaptação altamente satisfatória. Sem falar que acho que Chris Columbus conseguiu fazer, tanto no primeiro, quanto no segundo, Hogwarts do jeito que eu imaginei ser, comportada, mágica, como é mostrada noos filmes, e não aquela Hogwarts rebelde, selvagem e adolescente que Cuáron bruscamente transformou em O Prisioneiro de Azkaban. Mas não falemos das adaptações. Eu falo do terceiro filme quando a sua respectiva Ultimate Edition for lançada.

Se você comparar as edições americanas com as brasileiras, vai notar a grande diferença entre as duas. A primeira tem um tratamento de primeira, com embalagem de alta qualidade, impressão muito boa, e incrivelmente linda. A brasileira, apesar de também ser bonita, está com um material inferior e não possui a mesma beleza. O conteúdo é o mesmo, porém, a apresentação mudou. Sem falar que no Brasil as edições não foram lançadas em Blu-ray, apenas em DVD, o que foi uma baita falha, já que o Blu-ray a cada dia que passa, garante cada vez mais espaço no mercado.

Os filmes estão em ótima qualidade, com som impecável e imagem perfeita. O disco do documentário possui, além do documentário, trailers e TV spots, que eu particularmente adoro ver, e alguns Screentests. É um material bem interessante. Já os outros extras, para a minha surpresa, não vêm em blu-ray. O terceiro disco é na verdade o DVD duplo das edições já lançadas anteriormente aqui no Brasil, com nenhum extra a mais. Achei que deviam ter pelo menos transferido para o blu-ray! Mas tudo bem, continua tudo muito lindo!

Para terminar, eu fiz um vídeo mostrando as edições para vocês com todos os detalhes e explicando algumas coisas também. Lembrando que só A Câmara Secreta tem áudio e legenda em português viu? Se alguém quiser comprar a versão americana do primeiro filme, vai ter de se virar ou com o inglês ou com o espanhol, infelizmente.

Espero que tenham gostado do vídeo. Acho que muitos fãs estavam curiosos para ver essas edições. Quando as outras forem lançadas eu faço outros vídeos para mostrar a vocês também! :-)

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Cinema, Petiscos Quase Quentes, Três Vassouras

Ligeiramente Grávidos

postado por kadichari    em domingo, 24.01.10    às 20:45

Direção: Judd Apatow
Elenco: Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd, Debbie Mann
Ano: 2007
Duração: 129 min

Confesso que a minha única motivação para assistir ao tal do Knocked Up foi a perspectiva de ver Katherine Heigl fora de Grey’s Anatomy e Paul Rudd fora de Friends. De maneira alguma eu esperava que o filme fosse além de entretenimento leve e apelativo – não que o enredo não seja um clichê das comédias românticas, ou que a atuação de Katherine passe de mais ou menos, mas…

O filme tem como base a relação dessas duas pessoas (Heigl como Alison Scott e Rogen como Bem Stone) completamente diferentes – ela, uma apresentadora de TV, num canal de entretenimento, independente e séria; ele, um desocupado que vive do dinheiro da indenização que recebeu ao ser atropelado alguns anos antes, morando numa república com um monte de amigos, fumando maconha, enquanto montam um site cuja premissa é dizer que atrizes ficam nuas (total ou parcialmente) em quais momentos de que filmes. Pessoas que não teriam nada em comum e muito provavelmente nem passariam tanto tempo juntos, não fosse uma noite bêbada e uma gravidez.

A personagem de Katherine, vendida como ‘a responsável’ do casal, não tem atrativos além da beleza. Não tem mais inteligência ou sensatez que o normal, então não se difere muito de nenhuma das personagens femininas de comédias românticas. Em alguns momentos, na verdade, ela toma decisões bem burras (uma das duas coisas que me deixaram muito incomodada no filme: que a protagonista realmente acredite que pode ser demitida se revelar aos seus chefes que está grávida – afinal, mesmo que você seja apresentadora de TV, existe algum tipo de lei sobre não demitir uma mulher grávida por causa de suas gravidez e de lhe dar algum tempo de férias remuneradas assim que o bebê nasce; algo como licença à maternidade, não?); então, não, ela não é o personagem a se destacar aqui.

O nível dos diálogos se mantém alto, algo praticamente impossível de se encontrar em comédias em geral. O mais memorável nessa importância dos diálogos é que Apatow (de O Virgem de 40 Anos) se vale muito daquela máxima das aparências que enganam: então tem Seth Rogen. Perfeito no papel do bobão que nunca fez nada importante na vida, mas que acaba tendo mais noção de responsabilidade que qualquer outro no filme. Articulado e sensível, exceto pelos momentos chapados (que incluem a noite em que engravidou a protagonista), o personagem é quem nos puxa para dentro da história, é quem reúne as cenas mais marcantes em torno de si.

Daí se destacam a trupe de amigos de sua República, que tem mais ou menos o mesmo perfil de desocupados sem dinheiro empenhados na construção do site pornô, que acabam, junto com o marido infeliz da irmã da protagonista, sendo o ponto de conflito: para Alison, eles e suas incompetências refletem a verdadeira personalidade de Bem, o que mostra que ele não está (como seus amigos) e provavelmente nunca estará (como seu cunhado) pronto para ser pai, marido e família de alguém (mais uma prova de que a protagonista não tinha muito bom senso, porque o tempo todo ele se mostra muito mais animado e preparado do que ela, de longe).

O momento ‘decisivo’ do filme, quando ele mostra que realmente tem algo a dizer sobre a humanidade e o amor (haha) é quando a irmã quase-tão-insuportável-quanto-a-protagonista Debbie (Leslie Mann) descobre que o marido, Pete (Paul Rudd), mentia dizendo que tinha que trabalhar até tarde quando na verdade ia jogar “Fantasy baseball” com os amigos: é quando o casal grávido, já bem irritado um com outro com todas as coisas que casais grávidos tem de fazer e lidar, se divide para defender os idéias um de Debbie (ela) e um de Pete (ele), e, entre brigas no carro, livros sobre bebês, e uma viagem a Las Vegas com cogumelos alucinógenos, temos as discussões mais relevantes do filme.

Em alguns momentos, a piada do “sexo, drogas e rock’n’roll” se excede um pouco (como na cena estúpida da conjuntivite), e existem muitas cenas absolutamente sem propósito no meio do caminho, algumas personagens extremas demais – não passa, no fim, de uma comédia romântica, portanto todos os casais ficam juntos e felizes no fim; mas o filme vai um pouquinho além de montar casais felizes. É muito mais verossímil que isso.

É um entretenimento leve com um pouco mais de qualidade que o normal. Recomendo.

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Cinema, Drinks Fumegantes, Três Vassouras

Um novo Holmes

postado por Administração    em terça-feira, 19.01.10    às 1:43

Diretor: Guy Ritchie
Duração: 128 min
Elenco: Robert Downey Jr, Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong
Gênero: Ação/Aventura
País: EUA
Roteiro: Michael Robert Johnson, Anthony Peckham

Não querendo usar o mesmo tema da minha colega Luciana, mas ao mesmo tempo incontida pelo furor de ter acabado de sair do cinema eu resolvi escrever também sobre o novo Sherlock Holmes. Principalmente por que o filme ainda ta fresco na minha mente.

A certeza que fica é que Guy Ritchie acertou errando. Apesar de eu não ser fã do detetive nem ter lido os livros (talvez eu nem seja a pessoa certa pra escrever sobre o filme) eu sei que ele não faz o tipo interpretado, de forma brilhante, por Robert Downey Jr. Ao repaginar o personagem, o diretor concedeu um lado irônico, jovial e mais atlético digamos assim a Holmes. Porém manteve o mesmo brilhantismo na forma de deduzir seus casos, trazendo momentos em que você chega a se perguntar se esse brilhantismo não é fantasioso demais.

Quanto a John Watson segue a mesma linha de Holmes usando muito mais sua força nos raros momentos em que seu parceiro parece voltar aos “velhos hábitos”. Não sei se pelo fato de eu não ter lido os livros e ter apenas na cabeça o bordão “elementar meu caro Watson”, eu imaginava o doutor jovem mesmo e como um eterno aprendiz de Holmes e é essa a imagem que Jude Law aparenta inicialmente. No entanto com o decorrer do filme você acaba se deparando com Watson aconselhando e até mesmo dando sermões em Holmes.

Agora vem a parte que eu vou apanhar dos fãs. Quando vi no elenco Rachel McAdams para o papel de antigo affair do detetive eu gostei bastante (confesso que muitas vezes um filme me atrai pelo elenco). Já Kelly Reilly (Mary Morstan) eu não tinha muito o que esperar, ao final do filme eu achei que a única química que rolou foi entre Sherlock e Watson. Tiveram certos momentos que eu acreditei que a noiva do doutor podia ter algo haver com a trama e terminei o filme ainda me perguntando o que o Watson viu na Mary?

Ainda na questão das mudanças no comportamento original do detetive ouvi muitas pessoas criticarem o filme, até mesmo algumas que se recusam a assisti-lo. Porém a adaptação caiu bem nos atores e pro filme em geral que arranca grandes risadas com as tiradas de Robert Downey Jr nas quais mereceram o Globo de Ouro que ele recebeu recentemente. È inegável também a ótima atuação de Mark Strong como Lorde Blackwood.

Quanto à trama por trás da história eu diria que ela é digna de Sherlock Holmes, muito bem amarrada e muito bem contada.

Na falta de motivos suficientes pra você assistir o filme ainda podemos acrescenta trilha sonora. Mais uma vez Hans Zimmer demonstrou seu talento com belas composições que caíram perfeitamente para o clima do filme.

Então, por mais que você esteja revoltado com as mudanças no Sherlock Holmes ou se você acha um crime o personagem de Sir Arthur Conan Doyle curtir boxe, o filme mesmo assim vale à pena, tente encarar como outro detetive que você vai acabar se divertindo. Agora caso você nem conheça a série (acho difícil) vai curtir ainda mais.

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Lula, O Filho do Brasil

postado por kadichari    em domingo, 17.01.10    às 16:11

Direção: Daniel Tendler, Fábio Barreto
Elenco: Rui Ricardo Dias, Glória Pires
Ano: 2010
Duração: 130 min

“Trabalhador não é de esquerda e muito menos de direita,” diz a versão cinematográfica do presidente.

O filme começa com Dona Lindu (Glória Pires), grávida de Lula, com seus seis outros filhos, na porta de casa, observando o pai deles, seu marido, sair de casa rumo a São Paulo com sua amante. Em uma das poucas cenas esteticamente interessantes do filme, somos apresentados às três principais premissas do filme: que Aristides (Milhem Cortaz) é quase cruel com sua família, um péssimo pai; que nenhum dos irmãos de Lula tem voz, expressão, ou sentimentos, e que o filme não é sobre a personagem de Glória Pires, mas é como se fosse, porque basta um olhar dela e não sobra mais ninguém na tela.

Primeiro sinal de alerta: depois do parto de Luiz Inácio, uma confusão de espaço e tempo preenche a tela por minutos intermináveis que deveriam nos dar a idéia de que Lula está crescendo com sua família, mas que apenas tem o efeito de confundir o espectador. Numa série de cenas soltas que não se interligam, Fábio Barreto nos mostra a que veio: um filme puramente comercial de baixa qualidade, que não se encaixa direito no rótulo de cinebiografia que traz.

É chocante como o sertão é amenizado: nenhuma menção a como a vida lá era estupidamente difícil, em que nada que se tem é o suficiente para os oito filhos, em que se passa fome e sede periodicamente, em que sol e terra se misturam numa massa quente, rachada, triste; então quando Jaime (um dos únicos dos irmãos que participam do filme ativamente) escreve uma carta em nome do pai Aristides, pedindo que a mãe se junte a ele em São Paulo, o filme torna difícil entender porque Dona Lindu foi, sem hesitar, mesmo provavelmente guardando uma mágoa inominável do marido.

E o diretor insiste em representações rasas da realidade durante o filme todo: a viagem de pau-de-arara de Pernambuco a São Paulo passa fácil, com um enterro na beira da estrada e a duração do trajeto (13 dias e 13 noites) artificialmente em destaque tentando representar a dificuldade, sem sucesso; a vida em São Paulo – entre escola, curso no SENAI, emprego, e além – não parece ser tão difícil: exceto pelos momentos de “Cadê a minha cana?!” do pai, uma enchente jogada no meio do filme (nenhuma cena sequer menciona a inundação depois que ela acontece: reconstruir casa? Recuperar roupas, eletrodomésticos, móveis? Nada.), e a morte da primeira esposa, a vida de lula é retratada como uma vida pobre, mas razoável, em que não falta nada, apesar de não sobrar.

A infância do Lula do filme foi chata, sim; um pai bêbado exigindo que você trabalhe aos dez anos não deve ser fácil, mas assim que Aristides ameaça machucar seu filho, Dona Lindu se aventura no mundo com todos eles sob a asa. Com a proteção de sua mãe, ele vai à escola, se torna um aluno excelente, e almeja sempre orgulhá-la, crescendo pra ser um homem importante.

Sabe aquela cena em Dois Filhos de Francisco, em que a mãe Dira Paes tenta fazer com que os filhos esqueçam da fome? Não existe uma cena assim em Lula, por mais que saibamos que na vida real ela existiu. Não existe nada assim no filme – pra quem diz que esse deveria ser o próximo Dois Filhos – nada que te faça dizer “nossa, que vida super difícil!”. Nem a cena da morte de sua esposa e seu filho segura emoção o suficiente pra que sintamos a força que o homem teve que ter pra seguir até ali.

O diretor, claro, tem alguns (poucos) momentos iluminados: quando Lula vai à fabrica como estagiário pela primeira vez, e suja seu macacão de óleo para mostrar à sua mãe que trabalhou, a que se segue uma troca intensa de olhares entre mãe e filho orgulhosos de si mesmos. Em nenhuma cena durante todo o filme dá pra ter uma ideia melhor de como cada pequena vitória era uma grande vitória, de como nunca na vida algum de nós entenderá essa sensação; assim como quando ele se forma no curso de torneiro mecânico do SENAI, e o orgulho da mãe transborda da tela (aliás, basicamente todas as cenas de Glória Pires. Ela definitivamente salva o filme).

Então, então o pior de tudo.

Não dá pra falar de Nelson Mandela sem falar da questão racial na África do Sul; não dá pra falar de Meryl Streep sem envolver sua importância no cinema mundialmente; não dá pra falar de Harvey Milk sem falar do movimento gay estadunidense. Claro que a importância de Lula é muito diferente das importâncias de qualquer um desses, mas o ponto é que a despolitização de todo o filme foi o maior desse festival de erros de Fábio Barreto.

Então Lula nem sabia o que eram sindicatos, achava que era só uma grande bagunça sem sentido. Daí sua esposa morre e ele resolve que precisa de algo pra ocupar a cabeça. Não é aquele orgulho do brasileiro que atravessou mares de espinhos sua vida toda, mas tinha uma consciência política tremenda, e cresceu tanto no movimento pelos direitos dos trabalhadores, enfrentou tanta propaganda contrária, que absolutamente mereceu o cargo que ocupa hoje. N-A-D-A disso.

O Lula do filme é um alienado sem ideologias, é o Lula como a direita prega que ele era: um cara que caiu de para-quedas no meio político, sem nenhuma formação anterior, que não merecia, nem queria, ocupar cargo publico algum, ligeiramente irresponsável.

COMO se descreve Lula sem falar da situação política em que ele cresceu? Então eu deveria acreditar que a ditadura tinha influência praticamente nula na história dele, que os piquetes de trabalhadores eram às vezes mais violentos que a própria ditadura (!!)? Então não aconteceu uma total mudança da imagem de Lula (inclusive em sua fase “sapo barbudo”, que eu nem identifiquei no filme)?

Eu, fã do presidente Lula, não gosto do Lula do filme.

E, exceto pela “troca de fotos” de que todo mundo já falou, em que o Lula criança se torna o Lula preso pelo DOPs, e uma cena sutil em que um guarda cantarola “Pra Frente Brasil” enquanto encara o homem humilde, a parte política do filme, que já é quase nula, se revela completamente enganosa e inútil.

Prum filme que só tem dois personagens (você nem se dá conta de que dona Lindu tem oito filhos, porque eles são simplesmente cenário. Lula é o inteligente, o esperto, o falador; e quando a mãe os coloca na escola, é por Lula que a professora vem até a casinha humilde deles. É Lula que dá o orgulho de se formar, é Lula que mora com ela até o fim… Outro deslize de Barreto, achar que outros personagens não contribuiriam pra formação do personagem Lula), até é entendível quem diz que o filme é sobre a mãe de Lula, e não sobre ele.

Mas o fato é que é sobre ele, sim: é uma tentativa de fazer a direita gostar dele, no momento mais inapropriado possível; é um filme comercial, que tenta fazer dinheiro com a imagem do homem mais popular do Brasil; e é um filme ruim.

Longe, muito longe de santificar o presidente ou fazer campanha pra ele (afinal que outro filme nacional é patrocinado exclusivamente por iniciativas privadas?), Lula tem algumas boas atuações (os Lulas criança, adolescente e adulto), uma atuação excelente (adivinha de quem?) e uma grande mentira como protagonista. Afinal, alguém acredita que Lula não era de esquerda?

Cinema, Petiscos Quase Quentes, Três Vassouras

UP – Altas Aventuras

postado por Administração    em domingo, 17.01.10    às 1:45

Título Original: Up
País de Origem: EUA
Ano de Produção: 2009
Duração: 96 min
Gênero: Aventura / Animação
Direção: Pete Docter, Bob Peterson
Roteiro: Pete Docter, Bob Peterson, Thomas McCarthy
Elenco: Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson, Delroy Lindo, John Ratzenberger

Primeiramente posso dizer que por ser um filme Pixar, não esperava nada menos do que esse filme foi… Quando uma amiga minha perguntou que filme era esse antes de nós entrarmos no cinema, eu disse:

– É da Pixar…

Aí ela disse:

– Sim! Mas que filme é esse?

E eu respondi:

É DA PIXAR! Preciso dizer algo mais que isso?

E é exatamente isso que acontece. Os filmes da Pixar são os únicos filmes que vou para o cinema com a certeza de que vou sair satisfeito. Seus criadores, na minha humilde opinião, são os mais geniais do cinema moderno, pois a cada filme que eles fazem, eles se superam e criam coisas cada vez mais novas e inusitadas. E o inusitado está o tempo todo presente nesse filme, dirigido por Pete Docter e Bob Peterson (Os mesmos diretores de Monstros S.A.).

Se visualmente falando os críticos do mundo todo estavam esnobando da Pixar por criar um protagonista velho e ranzinza, dizendo que não venderia nem atrairia público, eles conseguiram transformar esse velho ranzinza em um dos personagens mais bonitos, simpáticos, tocantes e marcantes da história dos 10 filmes da empresa. Sua história é muito triste e ao mesmo tempo bela. Não há como explicar o que eu senti nos primeiros minutos do filme, quando é contada toda a história de vida de Carl Fredricksen (o tal velinho) sem nenhuma fala. Não porque não tinha o que falar, mas por não ter necessidade disso! As imagens pareciam ter fala, e foi genial como conseguiram contar a vida de uma pessoa de uma forma tão simples e ao mesmo tempo impactante. Não tinha dado nem 10 minutos de filme e já estava me sentindo triste por Carl. Pois enfim, a trama se desenvolve e somos apresentados à Russel, pequeno desbravador da natureza com apenas 8 anos que resolve ajudar Carl de alguma forma para conseguir um broche de ajuda ao idoso. Se a primeira imagem que você tem de Russel é que ele é apenas a criança engraçada e irritante da história, mais tarde também nos surpreendemos ao ver que até Russel tem mágoas e tristeza em sua vida. Mas voltando ao início, para fugir da obrigação de ir para um asilo, Carl faz sua casa voar atráves de balões de hélio, mas acaba levando Russel junto. O destino? América do Sul! Rumo ao Paraíso das Cachoeiras, uma terra perdida no tempo. A viagem dos sonhos dele e da falecida mulher, Ellie representada o filme todo pela casa em si. Carl em vários momentos conversa com a casa como se a esposa estivesse realmente presente. Pois enfim, a partir do momento que a viagem inicia, a trama começa a se desenvolver e só assistindo para ver o desfecho…

Quanto à comédia, é brilhantemente mesclada com o forte tom de drama da história na figura, não só de Russel, mas de Doug, o cachorro falante (ESQUILO!) e de Kevin, uma ave desconhecida que Russel encontra, acaba adotando e que ganha, no meio do filme, um papel muito importante na trama. A ação é constante durante toda a viagem até a America do Sul, e, nos cinemas, essa ação ainda tinha como atrativo o 3D que, apesar de não apresentar muitos objetos saltando para fora da tela, proporcionava uma enorme sensação de profundidade. Nas cenas em que personagens ficam pendurados a muitos metros de altura, tinhamos a sensação de que nós podíamos cair a qualquer momento junto com eles. Claro que, em DVD a diversão não é menor. Mas quem sabe em breve, com essas novas TV’s 3D nós não poderemos ver o filme nesse formato no conforto de casa? É uma grande possibilidade!

Quanto à mensagem do filme. Na minha opinião foi umas das mais bonitas até agora entre todos os filmes da Pixar, empatando principalmente com Procurando Nemo que também me marcou muito. Mas acho que o lado dramático da história ajuda a fazer a mensagem desse filme muito mais profunda do que o amor de um pai com um filho, pois o filme fala da vida, de sonhos, de frustrações, de amor, de amizade, de família. Coisas que, creio eu, estão presentes na vida de todos, principalmene na minha. Não foi surpresa quando eu me vi chorando como um bebê na cena em que Carl abre o álbum/diário da mulher e revê toda a sua vida. Me fez olhar a minha vida com outros olhos… E no final, mais uma vez chorei ao ver a amizade de avô e neto que Carl desenvolve com Russel, e que me emocionou muito. Essa foi a primeira vez que chorei em um filme Pixar!

Há coisas que não precisam ser ditas. E esse filme é a prova disso. A profundidade da mensagem da trama vai além do que é mostrado no filme. Qualquer pessoa consegue se identificar com os personagens e realmente acho esse o maior trunfo da Pixar. Todos os seus filmes são para nos passar algo de bom, de positivo, de bonito. Se você ainda não viu esse filme, eu ordeno (sim, isso é uma ordem) que você levante agora de onde quer que esteja sentado e vá procurar o DVD na loja ou locadora mais próxima, já que ele já saiu do cinema. Quando vi no cinema, fiquei alguns dias eufórico com tudo que UP trouxe pra mim em termos de emoção e deslumbramento quanto à qualidade da animação. Mesmo depois de ver várias vezes em casa, ainda me sinto como se estivesse vendo pela primeira vez. E fica a pergunta: Como é possível que a Pixar se supere mais uma vez agora? Esse ano chega Toy Story 3 aos cinemas, e depois Carros 2. Vai demorar um pouco para que tenhamos mais um filme com personagens e tramas novas, mas com certeza, essas continuações serão ainda melhores que os primeiros. Afinal, estamos falando da Pixar, dos seus gênios e de seu irresitível poder de atrair qualquer um para mundos onde aventuras, como UP, se tornam muito mais que aventuras…