Potter Heaven

Fato número 2: Horcruxes e outras porta-almas

Fatos Trouxas

No universo de Harry Potter, Horcruxes são artefatos onde se encerram fragmentos de alma, depositados ali propositalmente por seus originais donos. Entretanto, esse tipo de magia é a mais perigosa e obscura dentre todas das artes das trevas. Para que se possa fragmentar a alma e guarda-la em uma horcrux é necessário matar alguém.

Mas para que alguém cometeria a atrocidade de um assassinato para ter a salvo parte de sua alma, levando ainda em conta que fragmentar a alma é algo de pecaminoso, imperdoável e que só trará sofrimento

Imortalidade. É nisso que pensou Voldemort. Para ele, ter sua alma preservada fora de seu corpo significava certa imortalidade

E ele não foi o único a pensar desse jeito.

De fato, o habito de acreditar em objetos que preservam a alma está presente em
várias culturas ao redor do mundo.

A cultura mais antiga e mais conhecida que se tem bons registros dessas crenças são os egípcios. Para começar é necessário que se explique como era o conceito de alma para eles:

Os egípcios acreditavam que a alma estava dividida em cinco partes: Ka, Ba, Akh, Sheut e Ren. Dessas, Ka, Ba e Akh não poderiam sobreviver uma sem a outra. Portanto, se a condição para a existência de uma dessas partes não existisse mais, o corpo (chamado de Ha) morreria.

Ka significava a força vital do indivíduo, a disposição, era a diferença de uma pessoa estar viva ou morta. Era mantida através do alimento já que, para eles, o próprio alimento tinha uma “alma” que alimentava o Ka da pessoa, chamado Kau.

O Ba era tudo aquilo que fazia o indivíduo único. Sua personalidade. De outras formas também representava os deuses, pois quando algo extraordinário acontecia, era dito que o bau (plural de ba) estava agindo.

O Akh, ao longo das teorias egípcias, fora descrito de muitas formas. Entretanto, é tratado como o fantasma da alma de determinado corpo. Era a parte que se uniria aos deuses no plano da imortalidade.

Sheut era a sombra. Uma pessoa não poderia viver sem sombra e a sombra não poderia viver sem seu dono.

E finalmente Ren. Ren era o nome do indivíduo, algo muito importante, pois enquanto o nome era pronunciado ou lembrado, tal pessoa não morreria em definitivo. Assim, em tumbas egípcias de pessoas importantes é comum encontrar o Ren entalhado em
várias partes. Em contra partida, pessoas que mereciam o esquecimento tinham seu nome apagado de monumentos e onde quer que aparecesse.

Para preservar a alma e manter ela por perto do corpo, os egípcios guardavam objetos com formas e entalhes específicos que guiavam a alma a se depositar ali. Um dos faraós que fez isso de forma mais notável fora Hor I, que guardou em sua tumba uma estátua de madeira com 170 cm de altura, para que sua alma, quando saísse do corpo, se depositasse ali e ali esperasse para que pudesse ressuscitar. A estátua tinha seus olhos feitos de cristais e pedras que davam uma impressão viva e realista. Hoje ela se encontra no museu do Cairo.

HOR… CRUX

Do latim, Crux significa Cruz. É o símbolo máximo do cristianismo católico. Une em si, essencialmente três partes: Pai, filho e Espirito Santo. A trindade cristã.

Há quem diga que eram sete as Horcruxes de Voldemort.

Há quem diga que eram oito.

A alma egípcia era dividida em cinco. A divindade cristã em três.

Oito

E no fim, tudo é uma coisa só.


Comentários

2 comentários

Mandy
8 de julho de 2009 às 19:35

Muito boa a coluna. Tenho que confessar que, mesmo sendo membro da PH eu nunca tinha lido. Mas mais tarde vou ler seus outros textos.
As relações entre várias mitologias e os livros de HP devem render muitos textos, a JK realmente tinha/tem muito conteúdo pra escrever a história. Por isso eu não me canso de dizer que Harry Potter é sim bem escrito, bem amarrado, embasado e blá blá blá
Já falei demais =P

Agda
9 de julho de 2009 às 22:32

Eu ja tinha lido muitas coisas que estão ai. Aliás, um ponto fundamental de uma história é você saber colocar coisas reais, porque isso facilita a imaginação. E se o escritor, no caso a J.K, souber ultilizar bem as fontes originais, acaba revivendo a literatura antiga e resgantando culturas (histórias). É isso.