Potter Heaven

[COLUNA] Fato número 6: Répteis rastejantes, um perigo constante a Harry!

Fatos Trouxas

Ofidioglosia, Slytherin, Nagini, o basilisco… O que esses nomes tem em comum? O fato de remeterem a um grupo de animais bem peculiar: As serpentes.

Em a Câmara Secreta, Harry depara-se com um dos animais mais perigosos descritos em lendas da idade média. Teria origem do cruzamento de uma galinha com uma serpente ou sapo. Era temido por ter o poder de matar à distância, segundo o naturalista romano Plínio “matam os arbustos sem nem mesmo tocar neles, só com a respiração, e as pedras racham, tal é o poder diabólico dessas criaturas”. Estudiosos apontam três espécies de basilisco, o dourado, que é capaz de envenenar apenas com o olhar, outro capaz de cuspir fogo e um terceiro, que assim como a medusa (que em lugar dos cabelos tinha cobras), petrificava suas vítimas, tamanho o horror de o ver.

Descritos quase sempre como serpentes gigantes, os basiliscos, apesar de tudo, tinham um ponto fraco. Harry fora salvo por Fawkes, a fênix de Dumbledore, e é exatamente um pássaro que é capaz de derrotar o basilisco. Mas não uma fênix, e sim um galo. Viajantes, temendo a aparição de um basilisco, levavam-nos consigo em suas excursões.

Mas o basilisco não é a única serpente que Harry chega a enfrentar. Nagini, a cobra de estimação de Voldemort o ataca na casa de Batilda Bagshot. No livro, Nagini é uma naja, já no filme, é retratada como uma Boa constrictor.

Particularmente sou admirador desses animais, e posso dizer, é uma dramática diferença. A diferença começa em que uma é venenosa, a outra não. A naja, da família das Elapidae, é característica do leste asiático. Traz consigo a emblemática capa, a qual ela achata contra o corpo, tornando-a maior diante de predadores e assumindo a forma que todos a conhecem. Possui um veneno neurotóxico (atinge o sistema nervoso) que causa paralisia dos músculos, da respiração e pode facilmente levar a morte. É a cobra usada pelos encantadores, que a “hipnotizam” ao som de flauta. Na verdade nenhuma cobra possui ouvidos, o que acontece na verdade é que a cobra não consegue estabelecer um alvo fixo, já que o encantador não para de mexer a flauta, ela então fica ziguezagueando, esperando um momento para atacar. Talvez por esse motivo Nagini é tão manipulável por Voldemort.

Já a boa constrictor dos filmes é a famosa jibóia. De hábitos noturnos, ela não possui veneno, ela captura a presa num rápido bote, se enrola em volta e com seu corpo, que é puro músculo, constringe, até que a presa não consiga mais respirar (a cada vez a presa expira, ela aperta mais, impedindo que a vítima inspire). Existem algumas superstições sobre as jiboias no Brasil. Em alguns locais, a sua cabeça é cortada e utilizada como colar para “fechar o corpo”, ou seja, proteger contra feitiçaria e outros males.

Harry libertou uma delas no seu primeiro ano, no zoológico que visitou com os Dursley. A cobra agradeceu (note que no filme a cobra pisca em agradecimento, entretanto nenhuma cobra tem pálpebras…). Isso lhe revelou sem querer que ele podia entender a língua das cobras. O que lhe foi útil no ano seguinte, para combater o basilisco e por fim Voldemort em si.

Outra lenda envolvendo cobras se passa no ambiente amazônico, na lenda da cobra grande. Conta-se de uma cobra de mais de 20 metros vivendo anonimamente em rios e florestas amazônicas. Talvez nenhuma cobra tenha esse tamanho hoje, entretanto, se houvesse, os cientistas defendem que possa ser a do gênero Eunectes: sucuri ou, como ficou conhecida mundialmente, anaconda. Essas cobras comumente passam dos 7 metros, e são, de fato, capazes de engolir um homem (há casos).

Cobras são símbolo de medo, astúcia e traição. Rowling colocou cada um desses adjetivos em prática em seus personagems que tenham alguma ligação direta com esses animais. E de certa forma os agrupou, tornando-os símbolos máximos de algo a ser combatido. Slytherin, fundador da Casa Sonserina (cujo símbolo é uma cobra), o seu diretor Snape (que lembra a palavra snake – cobra em inglês), e que por sua vez é servo de Voldemort, cujo rosto lembra o de uma serpente.


Comentários

2 comentários

Lucy
1 de setembro de 2009 às 12:59

Realmente ela levou pros livros todo o medo e desconfiança que devotamos às cobras.

Eu não sou de ter fobia de bicho nenhum, mas admito que tenho uma certa aversão a estes seres rastejantes, embora tenha certeza de que acabo os considerando mais malignos do que na verdade eles são.

Gostei do texto.
Abraço!

giovanna
28 de novembro de 2009 às 11:41

adorei a materia