Potter Heaven

Penseira

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Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, conhecemos uma bacia de pedra rasa, com entalhes de runas e símbolos na borda, guardando uma substância branco-prateada que se movia sem cessar e sua superfície se encapelava como água sob a ação do vento e, então, como uma nuvem, se dividia e girava lentamente. A penseira se localizava na sala de Dumbledore e guardava os pensamentos do diretor de Hogwarts.

Após colocar a varinha na têmpora e tirar um fio prateado, coloca-se os pensamentos na penseira e eles tomam forma.

Ao tocar na substância prateada, a pessoa é capturada e cai no pensamento que está em exposição na hora. Foi assim que Harry foi parar num julgamento de Comensais da Morte no Ministério da Magia, em que Dumbledore estava presente.

Já em Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry entra na penseira de Severo Snape durante uma aula de Oclumência. Confira:

“Ele começou a cair por uma escuridão fria, rodopiando vertiginosamente e então…

Encontrou-se parado no meio do Salão Principal, mas as mesas das quatro Casas haviam desaparecido. Em seu lugar, havia mais de cem mesinhas, todas dispostas da mesma maneira, e a cada uma delas se sentava um estudante, de cabeça baixa, escrevendo em um rolo de pergaminho. O único som era o arranhar das penas e o rumorejar ocasional de alguém ajeitando o pergaminho. Era visivelmente uma cena de exame.

O sol entrava pelas janelas altas e incidia sobre as cabeças inclinadas, refletindo tons castanhos, acobreados e dourados na luz ambiente. Harry olhou atentamente a toda volta. Snape devia estar por ali em algum lugar… era a lembrança dele

E lá estava ele, a uma mesa bem atrás de Harry. O garoto se admirou. Snape adolescente tinha um ar pálido e estiolado, como uma planta mantida no escuro. Seus cabelos eram moles e oleosos e pendiam sobre a mesa, seu nariz aquilino a menos de cinco centímetros do pergaminho enquanto ele escrevia. Harry se deslocou para as costas de Snape e leu o cabeçalho da prova: DEFESA CONTRA AS ARTES DAS TREVAS – NÍVEL ORDINÁRIO EM MAGIA.

Portanto Snape devia ter uns quinze ou dezesseis anos, aproximadamente a idade de Harry. Sua mão voava sobre o pergaminho; já escrevera pelo menos mais trinta centímetros do que os vizinhos mais próximos e sua caligrafia era minúscula e apertada.

– Mais cinco minutos!

A voz sobressaltou Harry. Virando-se, ele viu o cocuruto do Prof. Flitwick movendo-se entre as mesas a uma pequena distância. O professor passava agora por um garoto com cabelos negros e despenteados… muito despenteados…

Harry se movia tão depressa que, se fosse sólido, teria atirado as mesas pelo ar. Em vez disso, parecia deslizar, como em sonho, atravessar dois corredores e entrar em um terceiro. A nuca do garoto de cabelos negros se aproximou cada vez mais…. e ele ia se endireitando agora, descansando a pena, puxando o rolo de pergaminho para perto para poder ler o que escrevera…

Harry parou diante da carteira e contemplou o seu pai com quinze anos.”