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Comensais da Morte no Twitter

Quando Joanne Rowling criou Voldemort e os Comensais da Morte em seus livros, estava usando a realidade como base para a fantasia. Já analisamos aqui as semelhanças entre Voldemort e Adolf Hitler, cruzando as guerras que envolveram estas figuras e as fracas teorias que as moveram. Acontece que a derrocada de Hitler não impediu a proliferação do neonazismo. As figuras encapuzadas que encontramos na saga Harry Potter estão mais presentes em nosso cotidiano do que gostaríamos. Prova disso é a recorrente manifestação de perfis racistas no Twitter.

Quando jovens garotas expuseram suas opiniões racistas na web através de contas no Twitter, a Web parou para discuti-las. Ainda que a maioria dos usuários do micro-blog tenha rechaçado o conteúdo discriminatório desses tweets, certos grupos ficaram atentos para a grande audiência que as moças tiveram.

Grupos neonazistas, há muito instalados na web, acharam no Twitter uma forte ferramenta para a disseminação de suas idéias. Os alvos de sua perseguição são nordestinos, negros, mulheres, judeus e homessexuais. Como na ficção, os Comensais neonazistas não mostram o próprio rosto. No lugar do capuz, eles usam as fotos de moças jovens e belas. E através de perfis falsos incitam o ódio e a discriminação.

De acordo com o Safernet Brasil, entidade engajada na defesa de uma internet ética e responsável, as pessoas precisam se limitar a denunciar o perfil racista e só. As denúncias podem ser feitas através do portal da Polícia Federal e através da própria Safernet. “Não repassem, não retuitem as mensagens e não batam boca com o perfil. Fazendo isso, as mensagens de ódio à sociedade serão cada vez mais propagadas”.

Olhando para a realidade, é inevitável refletir sobre o mundo criado por Rowling. Se por aqui as idéias de Hitler ainda encontram seguidores, talvez, no mundo bruxo, as gerações posteriores a Harry, Rony e Hermione ainda tenham que enfrentar as teorias malucas que defendem a superioridade dos puro-sangue. Talvez haja gente estampando a Marca Negra por lá, assim como ainda há gente adorando a suástica por aqui.

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TOP 7: Melhores pôsteres de Relíquias da Morte: Parte 2

De 23 de maio até 1º de junho, foram liberados oito pôsteres individuais de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2. Com mais dois pôsteres lançados anteriormente, totalizam-se dez pôsteres até agora. O pôster lançado há um ano atrás para divulgar as duas partes de Relíquias da Morte (veja-o aqui), não será usado para estabelecer o top 7 pôsteres, já que o material não é exclusivo de divulgação da Parte 2.

Então, são nove pôsteres, dois ficarão de fora, sete estarão neste Top 7 e um será o vencedor! Vamos lá:

#7:

O sétimo colocado é o primeiro pôster individual lançado no dia 23 de maio. Ele mostra Harry sujo, com destroços de Hogwarts ao fundo do pôster e o “IT ALL ENDS” enorme e exagerado na parte inferior do pôster, acima do “7.15”. O pôster está em sétimo lugar pela mediocridade: a ausência de emoção que ele passa é incrível, seja pelo photoshoot do Harry ou pela falta de elementos que façam com que o pôster fique chamativo.

#6:

Neste pôster da Hermione, os mesmos erros que ocorrem no pôster anterior se repetem: o exagerado “IT ALL ENDS”, a iluminação e a ausência de emoção. Porém, o fundo do pôster apresenta um grupo de alunos de Hogwarts olhando para o mesmo local que Hermione está olhando. Gerando uma pergunta que o pôster anterior não gera:  para onde eles estão olhando?

#5:

Rony Weasley é quem tem o terceiro pôster individual de Relíquias da Morte: Parte 2 divulgado dia 25 de maio, em uma quarta-feira. O fundo do pôster é a Sala Precisa, onde acontece a caça pela horcrux. E um pouco acima do onipresente “IT ALL ENDS” temos o Fogo Maldito, como mostra o recorte acima. Por se tratar de um fundo diferente do restante do trio, o pôster tem o quinto lugar neste Top 7.

#4:

Interessante o destaque que a Warner Bros dá a certos personagens na divulgação, como o Snape e o Neville, por exemplo. Nos filmes, ambos não têm muitos minutos de cena, porém, na Parte 2 terão. E, discretamente, vemos que o fundo desde pôster é diferente de todos os outros. O pôster ocupa o quarto lugar por ser bem feito e por mostrar um personagem curioso.

#3:

O terceiro colocado não foi divulgado junto com os pôsteres individuais, ele é mais antigo. O pôster mostra Harry confrontando Voldemort, que está com a posse das Varinha das Varinhas. O pôster dá destaque a três coisas: a Harry, a Voldemort e a Varinha das Varinhas, três itens importantes no último filme. O pôster tem um visual único, fazendo com que se destaque diante os outros.

#2:

De novo o destaque para Voldemort e a Varinha das Varinhas na sua mão. Destroços de Hogwarts acompanham Voldemort, porém, se prestarem bem atenção, são os mesmos destroços que estão no pôster do Harry. A iluminação clara que o pôster possui ficou bem sombria diante a tez branca do personagem, fazendo com que a cena parecesse macabra.

#1:

E o melhor de nove pôsteres é o do personagem Neville. O personagem segura uma espada, causando grande curiosidade entre as pessoas – “afinal, numa guerra de varinhas e feitiços, o que uma espada faz aí?”. O pôster possui o mesmo fundo que os outros: o amanhecer e os destroços de Hogwarts, porém o olhar de bravura do personagem faz deste um pôster diferente e empolgante. De longe, é o pôster de melhor qualidade e que fez com que os fãs fiquem mais e mais ansiosos para o último filme da série que vem para os cinemas brasileiros no dia 15 de julho.

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TOP 7: “Porquê sigam as aranhas? Não podia ser sigam as borboletas?”

Começamos hoje (17) uma série de matérias ‘TOP 7’ dedicadas ao trio principal, e para abrir o especial temos Rony Weasley. Nascido em 1º de março, Rony Weasley é descrito em sua juventude como alto, magro, narigudo e cheio de sardas. Melhor amigo de Harry Potter desde que o conheceu a caminho do primeiro ano em Hogwarts, os dois dividiram o mesmo dormitório na Grifinória. Rony é o segundo filho mais novo de seus seis irmãos. Ele se casou com Hermione Granger e teve dois filhos, Rose e Hugo Weasley. Depois de sair de Hogwarts, se tornou um Auror no Ministério da Magia.

#7

A cor que Rony mais detesta é o marrom, como ele deixou bem claro quando recebeu de sua mãe um suéter amarronzado de presente de natal.

#6

A cena favorita do ator Rupert Grint, interpretando Rony Weasley, é a do Baile de Inverno, em Harry Potter e o Cálice de Fogo, quarta adaptação da série.

#5

Rowling disse que se tivesse um bicho-papão, o dela provavelmente seria o mesmo de Rony; ela não é muito fã de aracnídeos.

#4

Rony Weasley é um dos poucos personagens a ter sido criado antes de a autora J.K. Rowling começar a escrever a série de livros, e quem o nome foi mantido da mesma forma como estava nos rascunhos originais.

#3

Rowling também disse que a escolha do patrono de Rony Weasley (um Jack Russell) foi “bastante sentimental”, já que a própria autora tem um cachorro desta mesma raça.

#2

Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o professor Horácio Slughorn se refere a Rony de diversas maneiras, uma delas pelo nome Rupert (nome do ator que interpreta o personagem nas adaptações para o cinema).

#1

Rony Weasley é parente de Draco Malfoy, mas acalme-se, o parentesco é bem distante. Sua avó paterna era uma Black, família que está associada aos Malfoy através do casamento de Narcisa e Lucio Malfoy, pais de Draco.

Na próxima semana é a vez de Hermione Granger aparecer por aqui e, fechando esta série, na terceira semana teremos Harry Potter.

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TOP 7: Coisas que você pode (ainda) não saber sobre Harry Potter

Já fizemos muitos TOP 7 aqui na Potter Heaven desde que inciamos estas matérias especiais. Geralmente procuramos elencar nossas passagens favoritas dos livros, ou os vídeos e imagens mais emocionantes dos filmes. Desta vez, procuramos trazer algo diferente: Coisas que você pode (ainda) não saber sobre Harry Potter. Você já pensou em um mundo onde não existe Hermione Granger e sim uma tal de Puckle, ou um mundo onde Edwiges não pode dar um pio sequer? Então você precisa ler este TOP 7 e ficar por dentro do que você deixou passar nos últimos anos.

#7

Se um trouxa encontrasse Hogwarts, tudo o que veria era um castelo em ruínas com grandes avisos de “Fique longe, construção perigosa”. Pode parecer estranho para quem vive fora do Reino Unido, mas a ilha está repleta de ruínas antigas de castelos de vários períodos históricos, então não seria nada estranho para um trouxa da região esbarrar com uma.

#6

Como você provavelmente já deve está cansado de saber, a estação de King’s Cross é onde os jovens bruxos chegam até o Expresso de Hogwarts para embarcar para a escola de magia. O que você talvez não saiba é que a estação tem significado especial para J.K. Rowling: é onde os seus pais se conheceram. Os dois estavam indo para Arbroath, na Escócia, quando se encontraram pela primeira vez.

#5

Coletar nomes e palavras incomuns e interessantes tem sido um hábito de toda uma vida para Rowling. Ela diz adorar listas de nomes, desde memoriais de guerra até livros com nomes de bebê. Alguns deles encontraram um novo lar nos livros de Harry Potter, outros foram criadas pela própria autora, como “Quadribol”, por exemplo, um original de Rowling. Ela encheu cinco páginas de palavras inventadas, todas começando com “Q”, antes de bater em uma que parecia ser a certa. “Voldemort” e “Malfoy” também foram inventados pela autora.

#4

A gata de Filch, Madame Nora, foi batizada com este nome por causa da Sra. Austen Norris do livro Mansfield Park, de Jane Austen. Aparentemente, a personagem é tão azeda quato a fiél companheira do zelador de Hogwarts.

#3

Edwiges, a coruja de Harry Potter, tecnicamente seria muda se não fosse por mágica. Enquanto escrevia o segundo livro da série (Harry Potter e a Câmara Secreta), J.K. Rowling descobriu que Snowy Owls, a espécie da coruja de Harry, são corujas mudas, e, por isso mesmo, todos os sons e tentativas de comunicação que a coruja tinha com o garoto, não poderiam acontecer de verdade. Mas a autora diz que podemos nos sentir livres para presumir que, no caso de Edwiges, podemos contar com as habilidades mágicas da ave.

#2

Hermione Granger quase se chamou “Hermione Puckle”. Pode soar maluquice para muita gente, mas Hermione Granger nem sempre teve este nome. Bem no começo de seu processo criativo, J.K. Rowling cogitou batizar a nossa pequena sabe tudo com o sobrenome Puckel, mas logo depois mudou de ideia, Granger cabia mais à personagem. Originalmente, além de um sobrenome, no mínimo, bastante curioso, Hermione teria também uma irmã, mas a autora nunca achou o momento certo de introduzi-la nos livros.

#1

Harry, Rony e Hermione têm núcleos de varinha com base em seus aniversários: o povo Celta costumava atribuir às pessoas árvores conforme o dia de seu nascimento, da mesma forma como fazemos hoje com pedras. A autora já tinha determinado a varinha de Harry (de Azevinho) corretamente antes de descobrir o calendário. Ela fez o mesmo com Draco Malfoy, que tem uma varinha de Pilriteiro. Rony (e sua varinha de Freixo) e Hermione (e sua de Videira) receberam os seus depois, seguindo esta mesma lógica. No entanto, ela não seguiu o mesmo caminho para os demais personagens.

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TOP 7: As melhores fotos de Relíquias da Morte – Parte 1

Depois do lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1, as duas indicações (e derrotas) do mesmo ao Oscar e a chegada lenta e nostálgica de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 vindo, várias fotos da primeira parte do filme que encerrará a série já foram liberadas. Para terem uma noção, em nossa galeria há cento e trinta e quatro fotos em alta resolução apenas da primeira parte. E dessa centena podemos tirar as sete melhores fotos, onde estão abaixo do próximo parágrafo.

As fotos foram escolhidas por terem ângulos bons, serem de uma cena impactante –  podendo ser triste, carinhosamente nostálgica ou até mesmo sombria – ou, então, uma foto absolutamente diferente dos quesitos usados nas anteriores mas que participaram de momentos absolutamente felizes e nostálgicos para os fãs, enquanto várias outras são ótimas mas não têm a mesma importância que a primeira foto oficial, por exemplo.

#7:

A foto acima foi a primeiríssima foto da cena em que vemos boa parte do grande elenco que participa da série numa mesma cena: a ascenção do Lorde das Trevas, como é chamada a passagem no livro. A foto não mostra Voldemort nem Snape, porém mostra os Malfoy e Belatriz. Todos de preto, como de costume, Lúcio com aquele ar de vassalagem, Narcisa mostrando grande tensão e ansiedade, Draco mostrando medo e Bellatriz demonstrando uma calma contida absolutamente anormal. Na época, a foto foi a amostra suficiente para mostrar como a cena seria fantástica, mesmo sem saber se seria fiel ou não ao livro.

#6:

Aparentemente simples a foto se não fosse por um detalhe: as mãos da Hermione repletas de sangue. No primeiro trailer exibido da Parte 1, suas mãos estavam “limpas”. Fãs do mundo inteiro pensaram que a Warner “lavou suas mãos” para a censura do filme não ser muito alta por conta do sangue. Outros mais radicais pensaram até que a cena seria cortada, já que não é só a Hermione que está com sangue. Porém, no trailer suas mãos estavam limpas para o trailer ter classificação livre, e assim o filme poderia ser divulgado nas telonas sem polêmica alguma.

#5:

Uma foto que foi divulgada com várias outras e, por conta disso, não teve muito destaque. A foto está em quinto lugar no TOP 7 apenas por ser de uma das melhores cenas da primeira parte e por ter uma qualidade técnica impecável com a sua fotografia sombria e a tensão passada através dos personagens, sejam feitos em CGI ou não.

#4:

Divulgada no dia do lançamento do trailer da Parte 1 em setembro, a foto nos deu o gostinho de como seria a cena dos Sete Potter. E por ela podemos distinguir os personagens através de suas expressões e roupas: Fred, Jorge, Mundungo Fletcher, Fleur, Rony e Hermione. Pela foto também tivemos o gostinho de como seria a grande evolução de Daniel Radcliffe em HP7, onde, por meio das suas caretas, podíamos distinguir os personagens.

#3:

A cena da tortura da Hermione é uma briga de atuação entre Helena Bonham Carter com a sua experiência de anos e anos de carreira e Emma Watson que interpretou a mesma personagem por dez anos. Porém essa desvantagem da Emma não fez com que ela fosse rebaixada ao lado da mulher do diretor Tim Burton; Emma aproveitou a honra de ter Helena ao seu lado e fez com que, fãs ou não, críticos ou não, elogiassem a sua passagem pelo sétimo filme da saga.

A respectiva cena possui uma carga emocional enorme e a foto mostra com perfeição a tensão da cena. No filme, logo após este momento, nós somos levados até o porão onde ouvimos os gritos da Hermione, apenas ouvindo e deixando com que o espectador fique imaginando o que está acontecendo e o que “aquela louca da Bellatriz poderia estar fazendo”.

#2:

Fico em dúvida sobre para quem posso dar o meu prêmio de Melhor Vilão Coadjuvante, se é para a Nagini ou para a Belatriz. Penso em dar o meu prêmio a Nagini pela a sua “impecável atuação” na Parte 1, quero dizer, pelos seus efeitos. A empresa MPC deu vida à cobra com uma dedicação diretamente proporcional ao tamanho da cobra. Nagini conseguiu fazer com que crianças sonhassem com cobras enormes vindo pegá-las; fez também com que pais revivessem os seus pesadelos já esquecidos, tudo por conta da cobra; e Nagini fez com que o espectador tivesse apenas uma noção de que ela é um brinquedinho perto do Voldemort. O processo de produção da cobra pode ser lido clicando aqui, “A mágica dos efeitos de Relíquias da Morte”.

Ao ampliar a foto, podemos ver a textura das suas escamas, os seus dentes, sua boca e seus olhos. Podemos admirar o trabalho da MPC com muito orgulho. Ficamos na torcida para que a empresa continue fazendo o seu trabalho e se supere, já que,  a cobra, além de ser morta, persegue dois personagens pelo castelo na Grande Batalha, como foi dito numa entrevista.

#1:

Assim como na foto anterior, esta belíssima foto foi divulgada pela FX Guide. O Conto dos Três Irmãos é uma das grandes novidades visuais de Relíquias da Morte – Parte 1. Com a Framestore como empresa e Ben Hibon na direção, o Conto é o auge do trabalho artístico que HP7 tem. Mostra que até mesmo uma animação nas mãos certas pode ser genial. Os detalhes dos poucos personagens do Conto, o jeito em que aparecem e saem de cada cena, são absolutamente geniais. Para muitos foi a cena mais marcante da Parte 1 e se não foi a mais marcante, foi uma das que mais marcaram. E a melhor foto das centro e trinta e quatro fotos é esta: Ignoto Peverell recebendo a sua Capa de Invisibilidade da Morte.

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Bruxo da Semana: Rúbeo Hagrid

Rúbeo Hagrid, guarda-caça, professor de Trato das Criaturas Mágicas e guardião das chaves de Hogwarts. Membro da Ordem da Fênix, grande amigo de Dumbledore, foi ele quem foi buscar Harry na casa de seus tios e foi ele quem levou o suposto cadáver de Harry para Hogwarts. Sua mãe, uma gigante, teve-o com um bruxo e, por isso, muitos confundem Hagrid com um gigante, mas ele é apenas um meio-gigante. Ele possui um meio-irmão chamado Grope, que ajudou na Grande Batalha de Hogwarts.

J.K. afirma que Hagrid no inglês arcaico significa “você teve uma noite ruim”, e que escolheu este nome para o personagem porque ele é um grande bebê e é incorrigível, e acredita que ele tenha muitas noites ruins por conta disso.

Segundo J.K., foi Hagrid quem trouxe Harry para o Mundo Mágico e seria ele quem o tiraria do mesmo, fazendo referência à passagem em que o meio-gigante leva o corpo do Menino Que Sobreviveu de volta para Hogwarts. Com sua longa barba e olhos negros, Hagrid conquistou muitos por ser tão desajeitado e fiel. Com as suas ameaças a qualquer bruxo que falasse mal de Dumbledore, Hagrid provou ser um exemplar grifinório. Tão exemplar que se ele estivesse na Torre de Astronomia na morte de Dumbledore, ele poderia ter se jogado contra o feitiço de Snape e dado mais alguns segundos de vida para o querido diretor que já estava cotado para morrer, de um jeito ou de outro.

Talvez o motivo para o guarda-caça amar tanto animais selvagens e indomáveis seja simplesmente porque ele se familiariza com estes, já que ambos são vistos como perigosos, mal-vistos e geralmente vivem sozinhos, gerando assim uma relação de carência mútua. Hagrid já teve um cão de três cabeças, uma acromântula, um dragão, um hipogrifo e um cão que é um caçador de javalis.

A cada livro da série, o professor vem se mostrando mais humano, como, primeiramente, dando informação que não devia ser dada, chateando-se por duvidarem dele, perguntando-se se a aula dele foi boa, dentre outras atitudes que podem passar despercebidas. Mas é no último livro onde ele demonstra uma profunda afeição por Harry, quando é obrigado a levar o corpo do menino para os hogwartianos verem a vitória do Lorde das Trevas. É nesta parte que o leitor percebe que a relação do meio-gigante com o grifinório é quase paternal: é a Hagrid que o menino mais confia logo no primeiro livro, é a Hagrid que Harry dá o seu coração. E, como em toda relação paternal, o filho acha que o seu pai é o mais forte e sábio de todos, sendo que Hagrid não é este último já que não concluiu seus estudos.

Porém J.K. nos ensina que não devemos julgar qualquer pessoa por sua aparência e muito menos pelo que dizem, já que foi pela mentira que o guarda-caças foi expulso de Hogwarts. Hagrid é um grifinório, amigo e professor exemplar. Mostra-se corajoso quando pode, fiel a todo o momento, e ensina, mesmo que não seja aos seus próprios alunos, mas à quem o lê.

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O amor à la Molly Weasley

“Harry deu meia-volta. Era uma mulher gorda que falava com quatro meninos, todos de cabelo cor de fogo. Cada um deles estava empurrando à frente uma mala como a de Harry – e levavam uma coruja. O coração aos saltos, Harry os seguiu empurrando o carrinho. Eles pararam e ele também, bem próximo para ouvir o que diziam.”

(Harry Potter e a Pedra Filosofal, página 83)

A essas palavras segue-se a apresentação de uma das personagens mais amadas da saga, Molly Weasley. Desde o primeiro momento em que a conhecemos, já fica claro nela um ar maternal para com Harry, ainda que ela não soubesse estar lidando com O Menino Que Sobreviveu. Pouco a pouco, vamos conhecendo toda a família Weasley, todo o amor com o qual Molly cuida dela, e como a boa senhora passa a tratar Harry como um filho. Muitos dizem que em A Ordem da Fênix, o bicho-papão da senhora Weasley nos revela todo o sentimento dela pela família, e o quanto a bruxa temia pela segurança dos filhos e do marido. Na verdade, tudo isso é perceptível desde o primeiro momento a que somos apresentados à personagem. Uma mãe que ama os seus filhos tanto quanto Lílian um dia amou Harry, capaz de tomar decisões difíceis e até imprevisíveis por pensar na família em primeiro lugar.

Quando se pára para ler toda a série novamente, percebe-se com clareza os extremos aos quais Molly Weasley chegou, pelo bem de sua família. Quando Arthur é atacado por uma cobra no Departamento de Mistérios, Molly larga A Toca e corre ao hospital St. Mungus, para cuidar de seu marido. Quando Gui é atacado pelo lobisomem Fenrir Greyback, a bruxa tem uma discussão com sua futura nora Fleur, para logo em seguida abraçá-la e chorar em seu ombro, pelos sentimentos em comum que tinha com a garota – ambas amam o filho mais velho dos Weasley. Percy larga a família para se juntar à diretriz de Fudge, e Molly fica bastante abalada sempre que se lembra do filho amado, até poder abraçá-lo novamente às vésperas da batalha final. Nessa batalha, entretanto, ela perde seu filho Fred, um dos gêmeos, e no Grande Salão chora ao lado do corpo do filho, como se uma parte dela houvesse sido arrancada. Em O Cálice de Fogo, Molly teme por pensar que as últimas palavras que ela falou aos gêmeos foram palavras de irritação, mas felizmente os irmãos sobrevivem ao incidente na Copa Mundial de Quadribol e ela pode sentir-se à vontade novamente.

No entanto, as últimas palavras que a mãe disse a Fred foram, realmente, palavras de repreensão. À ocasião, Molly briga com Fred por ele ter levado Gina ao palco da batalha, sendo ela menor de idade. Logo em seguida, o filho sai para aquele que seria seu último duelo. Mas é quando sua filha caçula, Gina, é atacada por Belatriz Lestrange, que Molly nos surpreende, fazendo aquilo a que Slughorn e Dumbledore se referem como o rompimento da alma. A bruxa mata aquela que ameaçava sua filha, após a grave tristeza pela perda de Fred. Como a série Harry Potter não é uma moda – mas sim uma lenda – lembraremos pra sempre da Moliuóli que amava incondicionalmente sua família, que acolheu Harry e Hermione como filhos – e, futuramente como parte da família -, e que, humildemente, guardou o relógio quebrado que pertencera ao seu irmão mais velho.

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As dedicatórias de J.K. Rowling

Escritores costumam dedicar seus livros a alguém ou a algum grupo de pessoas, logo nas primeiras páginas de um livro. É a parte onde o autor agradece pelo apoio que recebeu enquanto escrevia, ou até mesmo dedica sua obra a alguém que não está mais aqui para ler o livro, mas que teve uma grande influência na realização deste.  Pode dedicar também a pessoas especiais que conheceu durante sua vida, pessoas que marcaram determinados momentos.

Ao longo dos sete romances publicados por J.K. Rowling até agora, deparamo-nos com várias pessoas a quem Rowling dedica um lugar especial ainda nas primeiras páginas. De Pedra Filosofal até Relíquias da Morte temos dedicatórias a amigos, filhos, marido e até mesmo ao leitor. Mas quem são essas pessoas e qual sua relação com a autora? Um bom número de fãs ficam curiosos para saber quem são aqueles anônimos que têm a honra de ter seus nomes em um best-seller. E por que não mostrar o que cada um faz ou fez na vida da autora?

O livro Pedra Filosofal teve uma dedicatória rápida, precisa, e para a maioria dos leitores na época, incompreensível:

Para Jessica que gosta de histórias, para, Anne que gostava também, e para Di, que foi quem ouviu esta primeiro.

Com as inúmeras entrevistas que J.K. Rowling daria durante os próximos dez anos, várias pessoas saberiam quem são as três pessoas da dedicatória de Pedra Filosofal. Jessica é a primeira filha de J.K., filha do português Jorge Arantes, com quem a autora ficou casada por poucos meses. Anne era a sua mãe que morreu de esclerose múltipla (vale lembrar que J.K. doa dinheiro para instituições com a intenção de solucionar a cura da doença) em dezembro de 1990, quando Rowling começava a escrever Pedra Filosofal; infelizmente, morreu sem nem ao menos sonhar que sua filha faria um sucesso enorme com seus sete livros. E Di é a irmã mais nova de Rowling que foi a primeira a ler o livro, segundo a própria dedicatória.

Para Sean P. F. Harris, motorista de carro de fuga e amigo dos dias tempestuosos.

É a dedicatória do sucessor de Pedra Filosofal, Câmara Secreta. Sean Harris é o melhor amigo de Rowling; conheceram-se quando a jovem tinha onze anos de idade, e ele foi a primeira pessoa a saber que a ambição dela era ser escritora. E segundo ela, ele sempre disse que ela estava fadada ao sucesso.

Para Jill Prewett e Aine Kiely, as avós do Swing.

Terceira dedicatória da série e a única que mostra que a autora fez amigos quando morou em Portugal. Foram companheiros de apartamento de Jo e ela batizou as suas amigas de “avós do Swing”, fazendo referência ao tempo que passavam no restaurante chamado Swing.

Para Peter Rowling, à memória do Sr. Ridley e para Susan Sladden, que ajudou Harry a vir à luz.

O quarto livro é dedicado ao pai de Rowling, a um velho amigo da família chamado Ronald Ridley de onde foi tirada a  inspiração para o nome do melhor amigo de Harry, e a babá que cuidava de Jessica enquanto Jo escrevia o primeiro livro.

Para Neil, Jessica and David, que transformam o meu mundo em magia.

Neil é o atual marido da autora e com quem teve dois filhos: David e  a caçula que ainda não havia nascido no ano do lançamento de Ordem da Fênix, Mackenzie.

A Mackenzie, minha linda filha, dedico o seu gêmeo de tinta e papel.

O sexto livro Enigma do Príncipe é considerado carinhosamente o gêmeo de tinta e papel de Mackienzie, já que ambos foram nascidos e publicados em épocas próximas.

Este livro é dedicado a sete pessoas: a Neil, a Jessica, a David, a Kenzie, a Di, a Anne e a você, que acompanhou Harry até o fim.

A dedicatória mais bonita de toda a série, que na edição inglesa do livro ficou com o formato idêntico de um raio, a marca registrada de Harry Potter. Nada mais justo do que a autora dedicar o último livro ao fã, ao leitor que teve o “trabalho” de ler todos os sete livros, aquele que acompanhou a história do Menino Que Sobreviveu. Aliás, fomos nós que fizemos com que aquele órfão fosse conhecido por todo mundo. Nada mais justo que ter um lugar na dedicatória do último livro da série.

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A mágica dos efeitos especiais de Relíquias da Morte

Por detrás de todo grande blockbuster há sempre uma produção maior ainda. E, claro, os filmes de Harry Potter têm uma produção fantástica. E uma das suas coisas mais fantásticas são os efeitos visuais da série, que desde Pedra Filosofal são impressionantes para a época. Em 2010, mesmo em meio à supremacia dos efeitos de Avatar, Relíquias da Morte ainda assim fez bonito, tão bonito que tem grandes chances de concorrer ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais. E o site FX Guide disponibilizou fotos em alta qualidade  – clique nas miniaturas abaixo para visualizá-las em tamanho completo – e uma reportagem onde mostra o que seis empresas responsáveis pelos efeitos visuais de Relíquias da Morte fizeram. São elas: a Double Negative, Framestore, Rising Sun, Baseblack, MPC e Cinesite.

Double Negative

Com o supervisor de efeitos visuais David Vickery, a empresa criou nas extensões d’A Toca, extensão do Beco Diagonal, os gatos nos pratos do escritório da Umbridge, o ataque dos Comensais da Morte à casa dos Lovegood e ataque à ela. A Double Negative também criou a cena em que alguns personagens levantam a tenda usada no casamento, os Patronos, Comensais da Morte, e os feitiços usados nas brigas.

Framestore

Os elfos domésticos Dobby e Monstro foram criações da Framestore, guiadas pelo supervisor Christian Manz. Os elfos foram gerados por animação keyframe e outras técnicas de dispersão. A empresa também foi responsável pelo magnífico Conto dos Três Irmãos, onde Ben Hibon era o diretor responsável pela animação e que já tem projetos futuros como o remake de Peter Pan com a direção de Guilhermo del Toro. Trabalhando com os desenhos iniciais das silhuetas de papel cortadas à mão de Lotte Reiniger, os artistas confiaram no Maya e criaram as texturas no Nuke para contar a história.

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Bruxo da Semana: Severo Snape

A série Harry Potter é composta por personagens tão diversos e de atitudes e aparências tão únicas que até mesmo para alguns fãs algo sobre estes personagens delicadamente bem construídos pode escapar. Contudo, numa série onde assuntos como amor e coragem são tratados, fica extremamente difícil ver qual o personagem mais heróico. De um elfo até um gigante, todos os personagens provam o seu valor na série; sejam do time do bem ou do mal; seja cedo ou tarde demais; seja discreta ou indiscretamente. E de modo discreto temos um personagem que prova sua lealdade, inteligência e coragem, além de provar que não precisa ser grifinório para ser um herói. Este personagem é Severo Prince Snape.

Impossível não esquecer aquele olhar fuzilante do Snape ao olhar para o Harry na primeira vez em que se veem, em Pedra Filosofal. E imagine o que deve ter passado em sua cabeça ao ver os olhos de Harry, que por sinal foi a última coisa que ele quis ter visto ao morrer. Os olhos de Lílian, a mulher a qual ele amou durante toda a vida; a mulher pela qual deixou de ser um Comensal após denunciar Lílian e sua família para Voldemort, sem saber que este iria caçá-los; e, depois de mortos, Snape jurou proteger Harry para que a morte de Lílian não tivesse sido em vão. E o fez com muito sucesso, por sinal, fazendo com que ele seja um dos maiores heróis da série, se não o maior de todos.