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[Brasil] Lançamento de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (tradução de Lia Wyler; Rocco; 348 páginas; R$25 reais), terceiro volume da série criada pela escocesa J.K. Rowling, chega às livrarias do país em meio a um frisson que fazia tempo não se via em torno de um personagem da literatura.

Três anos depois de lançado o primeiro livro, as aventuras protagonizadas por Harry Potter já venderam mais de 66 milhões de cópias pelo mundo e catapultaram sua criadora ao topo das listas de mulheres mais badaladas e bem pagas da Inglaterra. Em breve, os romances não serão mais a única maneira de entrar em contato com o personagem. Em novembro do ano que vem, está prevista para estrear a versão cinematográfica de Harry Potter e a Pedra Filosofal, e os direitos para as filmagens do segundo livro também já foram vendidos. E não vai demorar para que produtos de todos os tipos com a marca Harry Potter inundem o mercado e o transformem numa espécie de fast food da literatura infantil. Grandes empresas estrangeiras voltadas para o público infantil, como a Mattel, a Hasbro, a Lego e a Electronic Arts, já têm licença para explorar comercialmente a imagem do pequeno bruxo.

/Veja, 6 de dezembro de 2000

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Rowling revela próximo título de Harry Potter

O título do quinto livro da série Harry Potter será Harry Potter e a Ordem da Fênix, segundo declaração da própria autora J. K. Rowling. “Eu sempre disse que não contaria a ninguém” diz, “mas então um menino bonitinho veio me perguntar e eu senti que ele ficaria muito feliz se eu contasse.

Em relação à data de lançamento, J. K. acha que é improvável que o livro fique pronto até julho, como previsto. “Ainda não estou perto do final, e quero ter certeza de que eu gostei do que escrevi”. No entanto, devem ser lançados em março do ano que vem os livros Quadribol através dos séculos e Animais fantásticos e onde habitam, em parceria de J. K. com a instituição de caridade Comic Relief.

/Cinescape, 22 de outubro de 2000

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[Brasil] Lançamento de Harry Potter e a Câmara Secreta

Harry Potter é mesmo um bruxo poderoso. Herói da série de romances infantis escrita pela escocesa J.K. Rowling, ele já cativou mais de 50 milhões de leitores ao redor do mundo. O Brasil não ficou fora desse círculo encantado; a magia à moda britânica funcionou exatamente como nos outros lugares. Desde que foi lançado, em abril, o primeiro livro do personagem já vendeu mais de 60.000 cópias, e o segundo acaba de chegar às prateleiras.

Intitulado Harry Potter e a Câmara Secreta (tradução de Lia Wyler; Rocco; 287 páginas; R$22 reais), ele teve tiragem inicial é de 100.000 exemplares – dez vezes mais que a de um best-seller normal. À semelhança do que aconteceu em outros países, o jovem mago também conquistou, por aqui, um público mais variado do que se esperava, virando diversão para a família toda.

/Veja, 23 de agosto de 2000

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Daniel Radcliffe, 11, ganha papel de Harry Potter

Segundo nota divulgada pela Warner Bros. segunda-feira, os produtores de Harry Potter escalaram Daniel Radcliffe, 11 anos, para viver o famoso bruxo adolescente na adaptação cinematográfica da série best-seller de J. K. Rowling. Já os melhores amigos de Harry na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Rony Weasley e Hermione Granger, serão interpretados pelos novatos Rupert Grint e Emma Watson.

Radcliffe, que desbancou Haley Joel Osment na disputa pelo papel, já possui um pequeno currículo. Ele recentemente viveu David Copperfield na adolescência em um especial da BBC e aparecerá no filme O Alfaiate do Panamá, em breve nos cinemas.

Houve vezes em que achamos que nunca encontraríamos um indivíduo que reunisse o espírito complexo e profundo de Harry Potter,” disse o diretor do filme, Chris Columbus. “Mas então Dan entrou na sala e todos nós soubemos que tínhamos encontrado Harry. Ficamos assim, igualmente encantados, quando conhecemos Emma (10) e Rupert (11), que são perfeitos para os papéis de Hermione e Rony. Eu não poderia estar mais feliz por começar a trabalhar com esses jovens atores tão talentosos e promissores.

Já Rowling comentou: “Foi muito difícil encontrar alguém para o papel. O Dan foi achado de um jeito muito estranho. David Heyman, produtor do filme, foi ao teatro uma noite com Chris Columbus, o diretor, e eles acabaram sentando bem ao lado do Dan.” E completa: “Eu vi o Daniel fazendo o teste e simplesmente adorei. Chris Columbus não podia ter achado um Harry melhor. Estou muito satisfeita”.

/CNN, 22 de agosto de 2000

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Atores que J. K. queria são escalados

Atores que J. K. queria são escalados para filme de Harry Potter

J. K. Rowling confirmou ontem que a Warner Brothers escalou Dame Maggie Smith e Robbie Coltrane para o filme Harry Potter e a Pedra Filosofal. Dame Maggie irá viver a Profª. McGonagall, segunda no comando da Escola Hogwarts, e Coltrane deve interpretar o gigante amigável Hagrid, guardião das chaves de Hogwarts. “Eles eram os que eu mais queria,” comentou Rowling. “Estou muito feliz”.

Richard Harris também está confirmado no elenco. Ele irá interpretar Dumbledore, diretor de Hogwarts e protetor de Harry contra o vilão Lord Voldemort (que não foi escolhido ainda). Alan Rickman deve dar vida ao misterioso Professor Snape. Já quanto ao protagonista, o diretor do filme, Chris Columbus, parece mostrar preferência pelo americano Liam Aiken, mas J. K. já ddeclarou que deseja que seu protagonista seja inglês.

As gravações do filme devem começar no próximo outono, utilizando cenários da Catedral de Gloucester e dos Estúdios Leavesden. Ele deve estrear em novembro do ano que vem, simultaneamente ao quinto livro da série. A Warner Brothers recentemente divulgou que o roteiro do longa ficará a cargo de Steve Kloves e a direção, de Chris Columbus.

/The Daily Telegraph, 14 de agosto de 2000

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O retorno de Harry Potter

Meses antes de sua publicação oficial em 8 de julho, a quarta novela de J. K. Rowling sobre Harry Potter já se tornou o maior fenômeno de venda da História. Nunca houve tamanha publicação de uma primeira edição (3,8 milhões só nos Estados Unidos) e nunca houve tantas reservas (282.650 pré-vendas na Amazon.com).

Feito igualmente incrível foi o encobrimento do conteúdo do livro mais desejado do momento. No entanto, o título (Harry Potter e o Cálice de Fogo) vazou há uma semana, e a própria J. K., que quer que tudo seja surpresa para seus leitores, deixou escapar algum tempo atrás algo que já estava sendo especulado entre os fãs: alguém vai morrer na história.

Mais um marco impressionando foi a ultrapassagem de 30 milhões de cópias vendidas dos livros em todo o mundo (a série foi traduzida para pelo menos trinta e cinco línguas) sem a ajuda de bugigangas adicionais. Canetas, sacos de dormir, brinquedos e coisas do gênero têm os direitos de fabricação pertencentes a Warner Bros., e esse merchandising só deve começar após o lançamento do filme Harry Potter e a Pedra Filosofal, que ainda está de pé, porém ainda sem elenco principal (nem o protagonista foi achado ainda) e diretor.

Porém o fato mais impressionante sem dúvida se relaciona a quem está por trás disso tudo. Sete anos atrás, Joanne Kathleen Rowling era uma mãe-solteira desempregada que escrevia em cafés de Edimburgo enquanto sua filha dormia. Hoje, com seus três livros entre os mais vendidos do mundo, Rowling figura em 25º lugar na lista das celebridades mais poderosas da revista Forbes e recebeu uma O.B.E. diretamente da Rainha mês passado. A Newsweek fez uma entrevista com ela:

Você pega idéias dos seus leitores?
Não. Meus leitores são muitos generosos; me mandam cartas dando sugestões de palavras para eu usar, mas eu respondo, “Não, não. Não posso usar porque foi idéia sua!”.

Você responde de fato à sua correspondência?
Sim. Tenho ajuda agora, mas respondo algumas que seleciono por um sistema de filtragem. Por exemplo, há jovens escrevendo para o Professor Dumbledore pedindo para serem aceitos em Hogwarts. Essas eu mesma respondo.

Você não tem feitos extravagâncias. Onde estão os cinco carros e o helicóptero?
(Risos) Bem, não sei dirigir, então carros não seriam de grande ajuda. Sobre o helicóptero… não quero que ninguém pense que sou puritana. Acredito que as únicas pessoas que possam apreciar o valor do dinheiro são aquelas que já estiveram muito, muito duras. Eu sou grata todos os dias por não precisar me preocupar com dinheiro.

E você consegue caminhar sossegada pelo shopping?
Ah, sim. Agradeço por não ser tão reconhecível, mas quando as pessoas vêm até mim, é para dizer o quanto gostam dos livros e me dizerem coisas boas. Teve uma fase em que jornalistas ficavam plantados na frente da minha casa. Ninguém gosta disso, mas eu não reclamo, pois alcancei e ultrapassei a ambição da minha vida.

Você se preocupa com o crescimento do Harry nos livros?
Eu quero que ele cresça; quero que todos cresçam. Mas não quero explorar coisas que ficariam destoadas dos livros, como uso de drogas ou uma Hermione grávida. Em Harry Potter, não há um espaço apropriado para esses assuntos. No entanto, no quarto livro, há uma maior evidência de que eles estão crescendo, pois há uma maior exploração das relações entre sexos opostos.

Este quarto livro será o maior de todos?
Não, acredito que o sétimo será uma verdadeira Enciclopédia Britânica, pois eu vou querer me despedir. Sei que esse também é grande, mas não me arrependo, pois foi com essa quantidade de palavras que eu consegui contar a história. O interessante é que esse e o da Câmara Secreta, que foram os que mais me deram trabalho, são os que eu mais gosto.

Você sentiu pressão de pais ou moralistas em parar de escrever Harry Potter?
Não, de modo algum. Sei que Harry Potter tem questões morais, mas eu tenho uma visão boa em relação a isso e não me sinto pressionada.

/Accio Quote, Newsweek, 10 de julho de 2000

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[Brasil] Lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Ele virou mania entre as crianças inglesas. Ganhou em seguida os Estados Unidos. E não parou mais de conquistar leitores, desembarcando em diversos países com sua vassoura voadora. Nesta semana, com o lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal (tradução de Lia Wyler; Rocco; 263 páginas; $22 reais), o jovem mago chega finalmente ao Brasil.

Os negócios em torno de Harry Potter se expandem em velocidade vertiginosa. Existem brinquedos sendo fabricados inspirados na série e Hollywood comprou os direitos de filmagem dos dois primeiros livros. Até o começo deste ano, ninguém menos do que Steven Spielberg estava com o projeto nas mãos. Mas o desejo de J.K. Rowling de dar palpites no roteiro acabou afastando o cineasta, que prefere trabalhar com total independência. No lugar dele, entrou o diretor Chris Columbus, de Uma Babá Quase Perfeita e O Homem Bicentenário.

Todo mundo está de olho para saber se Harry conseguirá repetir sua principal mágica: tirar crianças da frente da televisão e mergulhá-las na leitura de um saboroso romance.

/Veja, 12 de abril de 2000